domingo, 12 de agosto de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
Ministério Público aprova candidatura de Athos Avelino
Decisão foi tomada por unanimidade pelos quatro promotores eleitorais de Montes Claros
O
Ministério Público de Minas Gerais aprovou ontem o registro da
candidatura a prefeito de Montes Claros do médico, Athos Avelino e
também do candidato a vice-prefeito, Claudim da Prefeitura. Eles
disputam as eleições deste ano por meio da Coligação Montes Claros em
Boas Mãos, formada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido
Popular Socialista (PPS), pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e
pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).
Na
tarde desta quinta-feira o promotor Ivan Eleutério Campos revelou que
por decisão unânime do Ministério Público, o registro da candidatura de
Athos Avelino foi aprovado uma vez que, além do candidato não ter nenhum
impedimento jurídico, a Coligação Montes Claros em Boas Mãos apresentou
todos os documentos e atas exigidas pela Justiça Eleitoral.
Além
do promotor, Ivan Campos o registro das candidaturas de Athos Avelino e
Claudim da Prefeitura foi aprovado pelos promotores Fernando Torres
Lima, Aluísia Beraldo Ribeiro e Flávio Márcio Lopes Pinheiro.
Athos
Avelino ressalta que em nenhum momento teve dúvidas quanto à aprovação
do seu registro como candidato a prefeito e, diante da decisão unânime
do Ministério Público os partidos que compõem a Coligação Montes Claros
em Boas Mãos iniciam a campanha trabalhando com determinação para obter
êxito nas eleições de outubro próximo.
Isto
porque, explica Athos Avelino, “trabalhamos para formar uma coligação
de partidos constituídos por lideranças progressistas, comprometidas com
o desenvolvimento de Montes Claros e no resgate da política da
honestidade e do atendimento das demandas mais urgentes da sociedade.
Nos últimos três anos e meio Montes Claros vem sofrendo com o caos
instalado nos mais diversos segmentos da administração pública e, por
isso, somente através de um trabalho conjunto envolvendo forças
políticas progressistas e todos os demais segmentos da sociedade,
teremos condições de extirpar o caos em que vivemos” – assinala Avelino.
Além
da formação de uma coligação de partidos políticos considerados
progressistas, o candidato a prefeito pelo PSB salienta que para a
retomada de uma série de projetos sociais e de infraestrutura que
estavam sendo implementados em sua administração (2005/2008), será
fundamental que a partir do próximo ano a Prefeitura passe por um profundo
processo de saneamento de suas finanças e reestruturação de atividades
para que, posteriormente consiga receber recursos dos governos Federal e
Estadual para investimentos nas mais diversas áreas.
Mesmo
otimista com a possibilidade de ter êxito nas eleições deste ano, Athos
Avelino entende que a disputa será acirrada e exigirá empenho dos
eleitores que exigem uma administração pública honesta e competente.
“Chegou
o momento da sociedade separar os políticos sérios dos desonestos, quem
realmente tem interesse de governar para a sociedade daqueles que só
pensam em se enriquecerem ilicitamente. O empenho de cada eleitor será
fundamental para retomarmos a construção de uma sociedade justa para
todos”
Pedro Ricardo
Jornalista
(38) 9118-2585
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Discurso do vereador Claudim da Prefeitura na reunião ordinária da câmara municipal dia- 26 de junho de 2012
Quero dizer para nossa população o que esta acontecendo em nossa cidade, pois na porta da prefeitura está a policia federal e digo que não está ai para “tomar cafezinho”. Agora a policia esta ai por irregularidades na administração pública, mas sempre alertei o prefeito sobre tudo isso, mas agora o prefeito vir aqui falar que não sabia e até mesmo jogar culpa no secretário, não é correto não, pois ele também é culpado. Quando alertei a secretária de educação sobre a questão de comprar um carro com o dinheiro da educação, para servir o prefeito eu alertei e disse que isso era errado, eu cumpri o meu papel . Mas quem paga é nossos alunos e os transportadores escolares, como é o caso dos alunos de Monte Alto e Gama, pois o motorista parou, porque já tem 3 meses que não recebe o seu pagamento e isso por culpa desta administração e da secretária de educação. Quando avisei para não pagar mais de um milhão de reais para o instituto IGD, que era pago com os recursos da educação eu alertei; quando o valor da merenda escolar triplicou o seu valor, vieram aqui justificar que era em favor da qualidade e por isso que está o caos em nossa cidade. É importante que os candidatos a vereadores fiquem alertas, pois quando entrarem aqui é obrigação fiscalizar o dinheiro do povo e temos que lembrar que é o povo pobre. Esta faltando políticas públicas porque o dinheiro do erário público é desviado, que é um dinheiro sagrado. A secretária de educação está presa e isso porque o dinheiro que deveria consertar as estradas que serve o transporte escolar, esta indo para o bolso de alguém. Hoje estamos vendo na porta da prefeitura carros da Policia Federal e pessoas presas por causa de irresponsabilidade. A educação paga 900 mil reais para empresa fiscalizar obras, que é um dinheiro que daria para construir uma creche para os alunos do Olga Benário e Santo Amaro, que tem que atravessar a BR correndo risco de serem atropelados por não terem um creche. Gasta 400 mil reais com contratos superfaturados, que inclusive foi demonstrado através de relatório do Tribunal de Contas. Agora eu pergunto é isso que queremos para nossa comunidade. É por isso que as drogas toma conta pois não sobre dinheiro para investir nas políticas públicas. Hoje não temos médicos e nem mesmo um exame é porque tem a corrupção e corrupção é falta de vergonha na cara. Volto a chamar atenção do eleitor da nossa cidade, e peço para que não troquem o seu voto por exame, consulta, por emprego ou qualquer outra coisa; pois você fazendo isso você esta ajudando os corruptos.
Quero dizer para nossa população o que esta acontecendo em nossa cidade, pois na porta da prefeitura está a policia federal e digo que não está ai para “tomar cafezinho”. Agora a policia esta ai por irregularidades na administração pública, mas sempre alertei o prefeito sobre tudo isso, mas agora o prefeito vir aqui falar que não sabia e até mesmo jogar culpa no secretário, não é correto não, pois ele também é culpado. Quando alertei a secretária de educação sobre a questão de comprar um carro com o dinheiro da educação, para servir o prefeito eu alertei e disse que isso era errado, eu cumpri o meu papel . Mas quem paga é nossos alunos e os transportadores escolares, como é o caso dos alunos de Monte Alto e Gama, pois o motorista parou, porque já tem 3 meses que não recebe o seu pagamento e isso por culpa desta administração e da secretária de educação. Quando avisei para não pagar mais de um milhão de reais para o instituto IGD, que era pago com os recursos da educação eu alertei; quando o valor da merenda escolar triplicou o seu valor, vieram aqui justificar que era em favor da qualidade e por isso que está o caos em nossa cidade. É importante que os candidatos a vereadores fiquem alertas, pois quando entrarem aqui é obrigação fiscalizar o dinheiro do povo e temos que lembrar que é o povo pobre. Esta faltando políticas públicas porque o dinheiro do erário público é desviado, que é um dinheiro sagrado. A secretária de educação está presa e isso porque o dinheiro que deveria consertar as estradas que serve o transporte escolar, esta indo para o bolso de alguém. Hoje estamos vendo na porta da prefeitura carros da Policia Federal e pessoas presas por causa de irresponsabilidade. A educação paga 900 mil reais para empresa fiscalizar obras, que é um dinheiro que daria para construir uma creche para os alunos do Olga Benário e Santo Amaro, que tem que atravessar a BR correndo risco de serem atropelados por não terem um creche. Gasta 400 mil reais com contratos superfaturados, que inclusive foi demonstrado através de relatório do Tribunal de Contas. Agora eu pergunto é isso que queremos para nossa comunidade. É por isso que as drogas toma conta pois não sobre dinheiro para investir nas políticas públicas. Hoje não temos médicos e nem mesmo um exame é porque tem a corrupção e corrupção é falta de vergonha na cara. Volto a chamar atenção do eleitor da nossa cidade, e peço para que não troquem o seu voto por exame, consulta, por emprego ou qualquer outra coisa; pois você fazendo isso você esta ajudando os corruptos.
domingo, 1 de julho de 2012
LARANJA
COM PEQUI
A Justiça determinou que
permaneçam presos cinco suspeitos de participação em fraude de licitações para
contratação de fornecedores de alimentos para escolares e presídios em Montes
Claros, no Norte do Estado.
O pedido foi feito pelo Ministério Público Estadual
(MPE) de Minas Gerais, anteontem à noite, mas a informação foi divulgada ontem.
O promotor Eduardo Nepomuceno, responsável pela investigação na capital,
solicitou que permaneçam na prisão quatro pessoas que moravam em Montes Claros
e uma quinta, que residia em Tocantins.
Dessa forma, ao menos até a
próxima quinta-feira, continuarão presos o vereador de Montes Claros Athos
Mameluque (PMDB), Noélio Francisco de Oliveira, assessor da prefeitura, João
Batista Ferro, ex-secretário municipal de Serviços Urbanos da cidade, Victor
Felipe Silveira e Oliveira, diretor da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento
Educacional no mesmo município, e Átila Ferreira de Lima, diretor da Casa de
Prisão Provisória de Palmas. (TO)
materia extraída de: otempo.com.br
sábado, 30 de junho de 2012
Crianças de Montes Claros ficam sem aula
depois do escândalo da merenda
Depois da prisão pela Polícia Federal da
secretária municipal de educação Mariléia de Souza, durante a operação Laranja
com Pequi, por uma suposta participação de um esquema que fraudou e direcionou
processos licitatórios referentes a merenda escolar, a Prefeitura de Montes
Claros antecipou para hoje o recesso escolar, que antes estava previsto para o
dia 18 de julho. E a Stillus Alimentos começou a recolher as sobras de
alimentos e vasilhames das escolas. A Stillus é acusada de superfaturar a
merenda escolar que na gestão do ex-prefeito Athos Avelino custava em média 2
milhões de reais e pulou para 12 milhões nesta gestão de Tadeu Leite.
Relembre o caso
Depois das denúncias do Jornal Daqui, que por
falar as verdades chegou a ser censurado por um juiz de Montes Claros, amigo do
prefeito e que tem mulher e irmão ocupando cargo de confiança na
Prefeitura, o Ministério Público estadual (MPE) deflagrou a Operação
Laranja com Pequi para desbaratar fraudes em licitação no valor de R$ 166
milhões para o fornecimento de quentinhas (marmitas) em presídios mineiros e R$
19 milhões para merenda escolar em Montes Claros. De acordo com as
investigações pelo menos um terço dos valores das quentinhas (eram fornecidas
em média 44.659 por dia), cerca de R$ 55,3 milhões, era desviado por meio de
superfaturamento ou fornecimento de alimentação de baixa qualidade.
Uma das empresas acusadas pelo MPE de comandar o
esquema – a Stillus Alimentação – pertence a Alvimar Oliveira Costa, irmão do
senador Zezé Perrella (PDT) e ex-presidente do Cruzeiro. O apartamento do
empresário, no Vale do Sereno, em Nova Lima, na Grande BH, foi alvo nessa
terça-feira de um mandado de busca e apreensão. Também foi expedida ordem de
prisão contra o vice-presidente do Cruzeiro, José Maria Fialho, sócio-diretor
da Stillus, mas o endereço de sua residência estava errado e ele acabou não
sendo detido. Até o fim da tarde o MPE aguardava a apresentação espontânea do
dirigente.
Policiais federais e militares e agentes da
Receita Estadual entraram na casa de Alvimar por volta das 6h e saíram de lá
cinco horas depois levando documentos e discos de informação dos computadores.
O grupo tinha sete empresas, entre as 10 investigadas, algumas em nome de laranjas,
e cerca de 40 contratos com o poder público somente em Minas Gerais. Também
foram efetuadas prisões e apreensões de documentos em Belo Horizonte, Montes
Claros, Patos de Minas, Juiz de Fora, Itaúna, Três Corações, onde foi preso o
diretor administrativo da penitenciária da cidade, Roni Buzzeti, já exonerado,
e em Dianópolis, interior de Tocantins, onde foi detido o diretor da
penitenciária de Palmas, Átila Ferreira Lima.
Foram presos ainda os sócios da Stillus e de
outras seis empresas do ramo de alimentação industrial, algumas em nome de
laranjas, que atuavam em conluio nos processos licitatórios, secretários e
servidores municipais, o vereador de Montes Claros Athos Mameluque (PMDB) e o
dirigente do time de vôlei de Montes Claros, Vitor Felipe Oliveira, conhecido
como Vitão do Vôlei. O ex-pregoeiro da Secretaria de Defesa Social Bruno
Vidotti, considerado pelo MPE o “faz-tudo da organização criminosa”, teve a
prisão decretada.
De acordo com as investigações, as fraudes eram
promovidas no âmbito das secretarias de Estado de Defesa Social e de
Administração, do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) e da Prefeitura
de Montes Claros. Além de Minas, a empresa de Alvimar fornece alimentação para
órgãos públicos na Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Mato Grosso.
As investigações, segundo o promotor do
Patrimônio Público Eduardo Nepomuceno, começaram em 2009 depois de uma denúncia
de formação de cartel e fraude na escolha do restaurante instalado na Cidade
Administrativa. Uma das empresas desclassificadas na concorrência denunciou a
montagem da licitação, que contou com a participação da Stillus. Essa
investigação continua em curso, segundo Nepomuceno. O promotor adiantou que vai
pedir o cancelamento dos contratos suspeitos assim que forem propostas as ações
cível e criminal contra os envolvidos.
Interceptações telefônicas autorizadas
judicialmente comprovam, de acordo com o MPE, que os empresários investigados
combinavam os preços e condições que seriam oferecidas para fornecimento de
refeições destinadas à população carcerária, restaurantes populares e escolas
públicas.
Por meio de nota, o governo de Minas informa que
apoiou integralmente a operação e adianta que, se for identificado algum desvio
de conduta por parte de servidores públicos ou de recursos. serão tomadas as
medidas cabíveis para ressarcir os cofres públicos de eventuais prejuízos. A
nota diz ainda que todos os contratos das empresas investigadas para
fornecimento de quentinhas serão auditados. O governo informou também que a Stillus
teve um contrato de concessão do espaço para fornecimento de alimentação na
Cidade Administrativa, entre novembro de 2010 e setembro de 2011, já revogado.
(Colaboraram Pedro Franco e Alice Maciel)
COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA
Um grupo de empresas se revezava nas licitações
para fornecimento de alimentação para órgãos públicos. A cada concorrência uma
delas ganhava o certame, com preço combinado. Geralmente, as concorrências eram
superfaturadas e as refeições eram de baixa qualidade.
Para garantir sucesso na montagem dos
procedimentos, as empresas contavam com o apoio de servidores públicos que
elaboravam os editais de concorrência para direcioná-los para o grupo liderado
pela Stillus Alimentação, registrada em nome de Alvimar Oliveira Costa, irmão
do senador Zezé PerrelLa (PDT) e ex-presidente do Cruzeiro.
O principal alvo das empresas era o fornecimento
de comida para presos e agentes penitenciários e merenda para escolas públicas.
Números milionários R$ 166 milhões
Total dos contratos somente para os presídios R$
19 milhões
Valor destinado a merenda escolar em Montes Claros
R$ 55 milhões
Estimativa de desvio
OPERAÇÃO LARANJA COM PEQUI
Foi montada uma megaoperação coordenada pela
Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com participação da Polícia Federal,
Receita Estadual e Polícia Militar.
O nome da operação é uma referência à presença de
“laranjas” em diversas empresas de alimentação industrial e ao pequi, fruto
típico de Montes Claros, no Norte de Minas, principal cidade afetada pelos
golpes.
Foram cumpridos ontem 10 mandados de prisão
temporária e 35 de busca e apreensão em residências e empresas localizadas em
Belo Horizonte, Montes Claros, Juiz de Fora, Patos de Minas, Itaúna, Três
Corações e em Dianópolis, interior de Tocantins.
Foram mobilizados quatro promotores, cinco
delegados, 25 agentes da PF, 57 auditores fiscais e 42 policiais militares.
Em Belo Horizonte, os agentes, de posse dos
mandados, se reuniram no Batalhão da Polícia Militar, no Prado, às 5h. Às 6h30
uma viatura da PM e outra com fiscais da Receita chegaram ao luxuoso prédio
onde mora Alvimar Oliveira, apontado como o mentor das fraudes, na Alameda da
Serra, no Bairro Vila da Serra, em Nova Lima. Depois de quase cinco horas
recolhendo documentos, computadores e arquivos, os fiscais deixaram o prédio e
informaram que Alvimar contribuiu nas buscas e não foi preso.
Alvimar Oliveira Costa foi presidente do Cruzeiro
durante cinco anos. Na gestão dele o clube venceu a Tríplice Coroa, em 2003,
que engloba os títulos do Campeonato Mineiro, da Copa do Brasil e Campeonato
Brasileiro. Alvimar é irmão do senador Zezé Perrella, que se cacifou para a
política durante o período em que foi presidente do Cruzeiro, sendo eleito
deputado estadual e deputado federal.
EMPRESAS INVESTIGADAS
Stillus Alimentação Ltda.
ISO Engenharia Ltda.
Bom Menu Comércio e Alimentação Ltda.
Gaúcha Alimentação Coletiva Ltda.
MC Alimentação Coletiva Ltda.
Gomes Maciel Refeições Coletivas Ltda.
Nutrição Refeições Industriais Ltda.
Sabor da Gente Ltda.
Oanflor Indústria Alimentícia
Santa Efigênia Indústria Alimentícia Ltda.
EXTRAÍDO DO: www.emcimadanoticia.com
terça-feira, 26 de junho de 2012
Operação “Laranja com Pequi” – Presos na sede da Polícia Federal, o vereador Athos Mameluque (PMDB) e Vítor Oliveira
Publicado 3 horas atrás | 0 comentário
Presos na sede da Polícia Federal de Moc, o vereador Athos Mameluque (PMDB) e Vítor Oliveira (Vitão do Vôlei)
Em Montes Claros, a Polícia Federal
cumpre seis mandados de prisão e dois de busca e apreensão na Prefeitura
e Câmara Municipal, que estão fechadas ao público. No local, apenas a
presença de agentes federais e auditores da Receita estadual que
analisam documentos e computadores, em busca de provas do crime
investigado. Já estão presos na sede da Polícia Federal, em Montes
Claros, o vereador Athos Mameluque (PMDB), o empresário Vítor Oliveira, o
ex-secretário de Serviços Urbanos João Ferro e o assessor especial da
prefeitura Noélio Oliveira. Mais dois mandados de prisão podem ser
executados ainda hoje, envolvendo funcionários públicos da prefeitura de
Montes Claros, cujos nomes ainda não foram divulgados para não
atrapalhar as prisões dos suspeitos.
De acordo com os promotores públicos, os suspeitos de envolvimento
nas fraudes usavam do expediente de combinar, previamente, preços e
condições de pagamento para o fornecimento de alimentação para presídios
e escolas públicas. As investigações envolveram escutas telefônicas,
autorizadas pela Justiça. As investigações começaram por Montes Claros e
se alstaram por outros municípios. Na cidade de Montes Claros, a
suspeita começou quando o valor gasto anualmente passou, na gestão
passada, de R$ 2 milhões, para R$ 12 milhões, na atual adminsitração da
prefeitura. Formação de quadrilha
De acordo com a Polícia Federal, a operação em Montes Claros busca desarticular quadrilha suspeita de fraudar licitação em órgãos estaduais e em diversos municípios mineiros para compra de merenda escolar e fornecimento de comida para presídios. A Polícia Federal cumpre, em Minas e em Tocantins, 27 mandados, sendo oito de prisão de agentes públicos e 19 mandados de busca e apreensão em residências e empresas e, ainda, nas sedes da Prefeitura e da Câmara Municipal de Montes Claros. Os demais mandados estão sendo executados sob a alçada do Ministério Público de Minas Gerais, em parceria com a Receita Estadual e Polícias do Estado/MG.
As investigações começaram em 2010, quando foi instaurada pela Polícia federal, naquele município, inquérito policial destinado a apurar direcionamento da licitação e o consequente desvio de recursos públicos do Fundeb destinados à aquisição de merenda escolar. O inquérito foi remetido para o Ministério Público Estadual, que também investigava o mesmo assunto, além do fornecimento de alimentação a sistemas prisionais e escolas públicas em municípios mineiros. Se condenados, as penas máximas aplicadas aos crimes ultrapassam 30 anos.
Por Luiz Ribeiro (Estado de Minas)
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Após fraude, vestibular da UFU é cancelado
A
Universidade Federal de Uberlândia (UFU) cancelou ontem o vestibular
para o segundo semestre de 2012, após comprovar que um funcionário da
instituição vendeu as provas para uma candidata ao curso de Medicina. As
identidades de ambos estão sob sigilo.
O reitor da UFU, Alfredo Júlio Neto,
explicou que o vazamento foi investigado graças à denúncia do diretor de
um cursinho no qual a aluna estava matriculada. Como ela teve acesso às
provas das duas fases - a segunda estava sendo realizada neste final de
semana -, ele decidiu cancelar ambas as etapas.
Ao chegar para a prova, na tarde de ontem,
muitos foram surpreendidos com a notícia de que terão de refazer todo o
concurso. Houve protestos na porta da universidade, onde foi colocado às
11 horas um cartaz com o aviso do cancelamento. Alguns estudantes
carregavam faixas com dizeres como "A UFU virou circo, mas os
vestibulandos não são palhaços". Os manifestantes fecharam duas avenidas
no entorno da instituição e a PM foi chamada.
O reitor explicou que, na véspera da
primeira fase, a acusada teria apresentado várias dúvidas que caíram nas
provas. O fato chamou a atenção da diretoria do cursinho, que acionou o
Ministério Público. Júlio Neto disse que, antes da segunda etapa,
novamente ela levantou questões que foram exigidas ontem.
Como o caso já estava sendo investigado, por
volta das 22 horas de anteontem o MP convocou a universidade e a
Polícia Federal. Na manhã de ontem, policiais foram à casa da estudante,
que tem entre 30 e 40 anos e já tentou vaga em Medicina em outros
vestibulares. Como ela confessou, vai permanecer sob custódia em sua
residência. O valor pago pelas provas não foi revelado. O funcionário
que vazou os testes está sendo procurado.
O reitor disse que precisará de pelo menos 15 dias até que novas provas sejam elaboradas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
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