segunda-feira, 23 de abril de 2012

Professores se veem cada vez mais acuados por alunos em salas de aula

Paula Filizola - Correio Braziliense
Publicação: 22/04/2012 07:31 Atualização:

Há 13 anos, grávida de oito meses, Edielza foi agredida por um aluno  (Bruno Press/CB DA Press)
Há 13 anos, grávida de oito meses, Edielza foi agredida por um aluno
Brasília – Os vestígios de um trauma vivido há 13 anos em uma escola, em Ceilândia, no Distrito Federal, não conseguiram tirar a professora Edielza Figueiredo, 44, das salas de aula. Entretanto, o episódio de agressão deixou marcas profundas, que são lembradas com clareza até hoje. Grávida de oito meses de seu terceiro filho na época, ela foi vítima de um aluno, supostamente drogado, que jogou uma mesa escolar em sua barriga. “Na hora, mantive a calma e consegui até resolver o problema. Mas quando cheguei em casa, comecei a sentir muito medo. Até contrações eu tive. Senti-me vulnerável, não queria voltar”, relembra.

Histórias como as de Edielza são rotineiras nas escolas da rede pública brasileira. Dados de uma pesquisa da Unesco, de 2006, revelam que 80% dos professores das principais capitais brasileiras enfrentaram, em algum momento, violência no trabalho. Em Minas Gerais, um levantamento feito pelo sindicato da categoria (Sinpro-MG), revelou que a cada três dias um caso de violência é registrado contra docentes em escolas públicas ou privadas do estado. A falta de políticas públicas educacionais formuladas pelo Ministério da Educação (MEC) e secretarias estaduais reforça o cenário assustador, que preocupa bastante sindicatos e especialistas.

Os dados são alarmantes em várias partes do país. A pesquisa Observatório da Violência do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), divulgada no ano passado, mostrou que os casos de agressão a professores nas escolas públicas paulistas têm crescido cerca de 40% por semestre nos últimos três anos. Em Brasília, a média chega a seis casos por semana. Porém, representantes de sindicatos alertam que o número pode ser maior, já que muitos docentes preferem não oficializar as denúncias.

Especialistas ouvidos pelo Estado de Minas afirmam que, na maioria dos casos de agressão, as motivações são corriqueiras. “É uma nota baixa, um professor que chamou atenção e tirou da sala de aula”, analisa a socióloga e coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), Miriam Abramovay.

Com 26 anos de magistério, Edielza conta que já passou por inúmeros episódios de violência nas escolas em que trabalhou. Mesmo apaixonada pela profissão, a professora até chegou a pensar em largá-la. O pedido, inclusive, também foi feito pelo seu filho mais velho, na época com 10 anos. “Ele me falava: ‘mãe, você é muito inteligente, vai fazer outra coisa’”, recorda. Porém, a professora decidiu continuar por acreditar na educação.

Impunidade resulta em mais violência

Atrevido e indisciplinado, o aluno Carlos*, de 16 anos, provocou o professor de sociologia Roberto* ao acender um cigarro de maconha dentro da sala de aula em um colégio público do Recanto das Emas, no Distrito Federal. O menino era conhecido na região por participar de uma quadrilha de traficantes. Depois de confrontar o estudante, o docente foi relatar o caso na delegacia, sendo orientado a pedir transferência de instituição. Quatro meses depois, o professor retornou e foi informado de que o adolescente havia sido assassinado. Ainda assim, Roberto convive com o medo. Recentemente, no Rio de Janeiro, um aluno de 14 anos ameaçou voltar à escola com traficantes depois que a direção chamou seus pais para uma reunião.

Em 2011, a diretora de uma escola pública de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi agredida com chutes e ameaçada de morte por um aluno. No mesmo ano, na capital mineira, uma diretora foi ameaçada e teve a cabeça empurrada contra a parede por chamar a atenção de um aluno de 15 anos.

Episódios como esses favorecem a ampliação do debate em torno de punições mais severas aos infratores e presença constante de agentes policiais nas escolas da rede pública. Apesar dos casos cada vez mais frequentes de violência contra professores, a socióloga e coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), Miriam Abramovay, acredita que a tendência de judicializar a educação é ruim. “Falta diálogo nas escolas. Os pais precisam participar mais. Porém, o caminho não é levar para o Judiciário.” O coordenador de Educação da Unesco, Paolo Fontani, concorda. “Sabemos que escolas mais ligadas à comunidade são menos violentas.”

Para o presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Roberto Magno Botareli Cesar, é preciso rever o Estatuto da Criança e Adolescente, porque a impunidade acaba resultando em mais agressões. A solução, segundo ele, pode ser o projeto de lei da deputada federal Cida Borghetti (PP-PR), que aguarda designação de relator na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Caso a proposta seja aprovada, o estudante infrator ficará sujeito à suspensão e, na hipótese de reincidência grave, será encaminhado à autoridade judiciária competente. A iniciativa da parlamentar mudaria o artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta das escolas como responsabilidade e dever da criança e do adolescente.

Na opinião do desembargador e coordenador da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, Antonio Carlos Malheiros, o projeto não resolve o problema. “Não precisamos de novas leis. Se a lei vigente não é aplicada, é um sinal de displicência. Ou muitas vezes de medo dos professores e diretores da escola de denunciarem. Mas o estatuto é uma das leis mais completas que temos”, justifica.

AMEAÇAS

Muitas vezes, as agressões acabam afastando os docentes da sala de aula. No Rio de Janeiro, o sindicato acompanha de perto o caso de 10 professores que deixaram de lecionar por causa de ameaças sofridas e, hoje, estão de licença médica com diagnósticos de estresse pós-traumático ou síndrome do pânico. A pesquisa do Apeoesp aponta que 70% dos professores paulistas que sofrem de estresse foram vítimas de algum ato violento por parte de alunos.

O quadro também se repete em Brasília. Depois de ser vítima de perseguição por parte de uma gangue em Taguatinga, no ano passado, o professor de educação física Hudson Paiva, 33 anos, tirou seis meses de licença. De volta à ativa, Hudson exibe características típicas de um trauma. “Fico alerta o tempo todo. Se levantarem a voz, logo registro queixa na delegacia”, acrescenta.

*Nomes fictícios para preservar a identidade dos entrevistados

sábado, 7 de abril de 2012

O que é Páscoa...

Quando eu era criança não entendia muito bem a Páscoa.

Só adorava procurar os ovinhos de chocolate que o coelhinho escondia.

Mas, o que tem a ver coelho com ovos, seus símbolos, com a ressurreição de Jesus ou a fuga dos hebreus do Egito comandada por Moisés? Agora sei qual a relação de tudo isto.

Os ovos são o símbolo do nascimento. Ali dentro, uma vida por vir ao mundo. É o eterno milagre da vida que renasce todos os dias.

O coelho é o animal que se reproduz com uma velocidade estonteante, é uma ode à família, uma declaração de amor que a natureza faz todos dias. Renascer é nascer, somos nós mesmos que renascemos nos nossos filhos, é a vida que se pereniza na prole.

A fuga dos hebreus é o fim da escravidão de um povo. A escravidão equivale à morte, escravizar equivale a tirar a vontade e a alma de alguém, equivale a tirar sua vida.

Se libertar da escravidão é viver de novo, é renascer, é estar sempre começando tudo de novo.

Por fim, Jesus é a ressurreição. Quer prova mais clara do que digo? Este eterno milagre que nos encanta é o milagre da vida que a Páscoa nos relembra.

A Páscoa é a ressurreição das nossas almas. Este é o dia de renascer, começar tudo de novo.

De nos libertamos do mal que corrompeu nossas almas e nos recobrirmos com o véu da pureza da alma que tivemos um dia.

Abandonar tudo o que é velho e antigo e olhar pra frente com coragem. Nos dedicarmos à vida como quem sorve o sumo de um fruto saboroso.

Hoje é dia de renascer. Feliz Páscoa para todos. (Benno Assmann)

domingo, 25 de março de 2012

Palestra de Brian Dyson (ex-presidente da Coca-Cola Co.)

Imagine a vida como um jogo, no qual você faz malabarismo com cinco bolas que são lançadas no ar... Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito.

O trabalho é a única bola de borracha. Se cair, bate no chão e pula para cima. Mas as quatro outras são de vidro. Se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas.

Entendam isso e assim conseguirão o equilíbrio na vida. Como?

Não diminua seu próprio valor comparando-se com outras pessoas.

Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial.

Não fixe seus objetivos com base no que os outros acham importante.

Só você tem condições de escolher o que é melhor para si próprio.

Dê valor e respeite as coisas mais queridas de seu coração.

Apegue-se a ela como a própria vida. Sem elas a vida carece de sentido.

Não deixe que a vida escorra entre os dedos por viver no passado ou no futuro.

Se viver um dia de cada vez, viverá todos os dias de suas vidas.

Não desista enquanto ainda é capaz de um esforço a mais.

Nada termina até o momento em que se deixa de tentar.

Não tema admitir que não é perfeito.

Não tema enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes.

Não exclua o amor de sua vida dizendo que não se pode encontrá-lo.

A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio.

A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas. Corra atrás de seu amor, ainda dá tempo!

Não corra tanto pela vida a ponto de esquecer onde esteve e para onde vai.

Não tenha medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega fácilmente.

Não use imprudentemente o tempo ou as palavras. Não se pode recuperar uma palavra dita.

A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Fantástico denuncia corrupção

Méritos a Rede Globo por ter levado ao ar o sistema de corrupção que vigora no país, lamentavelmente a anormalidade que virou normal neste Brasil, se destaca novamente. Nos expõe nesta lama de corrupção e de falta de vergonha e caráter que assola o meio político e empresarial. Não basta ter conhecimento dos fatos, urge refletir, repensar os valores, a educação e o futuro, para que busquemos uma mudança de paradigmas de forma urgentíssima .

19 de março de 2012
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Licitações com cartas marcadas, negociatas, combinações indecorosas de suborno, propinas, truques para escapar da fiscalização. Certamente, você já ouviu falar muito de corrupção. Mas hoje você vai conhecer a cara dela. E do jeito mais deslavado.
Durante dois meses um repórter do Fantástico trabalhou em uma repartição pública. O que ele viu – e gravou – é um escândalo. Um retrato de como algumas empresas agem em órgãos do governo para ganhar dinheiro. Muito dinheiro. O nosso dinheiro.
Entre quatro paredes, o que a gente paga em impostos e que deveria ser destinado à saúde, à educação e outros serviços vai parar no bolso de empresários inescrupulosos e funcionários públicos corruptos. Uma vergonha.
A reportagem é de Eduardo Faustini e André Luiz Azevedo.
Empresários abrem o jogo. Licitações fraudadas são mais comuns do que a gente imagina. O desvio de dinheiro público é tratado por eles como coisa normal. E eles confessam que pagam propina. Os valores são milionários.
Você vai se assustar com o truque que eles usam para esconder o suborno.
O Fantástico mostra agora o mundo da propina, da fraude, da corrupção. De um jeito como você nunca viu. E vale a pena você ver: É o seu dinheiro que eles estão roubando.
Nosso objetivo foi descobrir como isso é feito. O Fantástico pediu ajuda à direção de um hospital de excelência, hospital de pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, um grande hospital público infantil. Queríamos assumir o lugar do gestor de compras da instituição, acompanhar livremente todas as negociações, contratações, compras de serviços. Saber se existe oferta de propina, pagamento de suborno de um dinheiro que deveria ser sagrado: o da saúde.
Conseguimos. Durante dois meses, nosso repórter Eduardo Faustini frequentou o hospital. Na verdade, foi bem mais do que isso. Ele teve um gabinete aqui dentro. Foi o novo gestor de compras da instituição. Essa informação só era de conhecimento de duas pessoas no hospital, o diretor e o vice-diretor. Para todos os outros funcionários, o nosso repórter era mesmo o novo responsável pelo setor de compras.
“Todo comprador de hospital, a princípio, é visto como desonesto. Acaba que essa associação do fornecedor desonesto com o comprador desonesto acaba lesando os cofres públicos. E a gente quer mostrar que isso não é assim, em alguns hospitais não é assim que funciona”, disse Edmilson Migowski, diretor do Instituto de Pediatria/UFRJ.
As negociações foram todas filmadas de três ângulos diferentes e levadas até o último momento antes da liberação do pagamento. Evidentemente, nenhum negócio foi concretizado, nenhum centavo do dinheiro do contribuinte foi gasto. Só mesmo o tempo dos corruptos é que foi perdido. E eles agora vão ser desmascarados.
Com autorização da direção do hospital, o repórter Eduardo Faustini convocou licitações em regime emergencial. Elas são feitas por convite, são fechadas ao público. O gestor convida quem ele quiser.
Sem nenhuma interferência do hospital, o repórter escolheu quatro empresas, que estão entre os maiores fornecedores do Governo Federal.
Três dessas empresas são investigadas pelo Ministério Público, por diferentes irregularidades. E, mesmo assim, receberam juntas meio bilhão de reais só em contratos feitos com verbas públicas.
Em frente ao repórter gestor de compras, nessas cadeiras, se sentaram diretores, donos de empresas que deram uma triste aula de como se é desviado o dinheiro dos serviços públicos.
Cassiano Lima é gerente da Toesa Service, uma locadora de veículos. Foi convidado para a licitação de aluguel de quatro ambulâncias. Ele começa tomando cuidados.
“Queria saber quem me recomendou”, questiona Cassiano Lima. Mas o desejo de fechar negócio é maior. E ele abre o jogo. “Cinco por cento. Quanto você quer?”, pergunta ele.
Falando em um código em que a palavra “camisas” se refere à porcentagem desviada, Cassiano aumenta a propina.
“Dez camisas, então? Dez camisas?”, sugere. “Pode melhorar isso, não?”, pergunta o repórter. “Quinze”, aumenta.
Renata Cavas é gerente da Rufolo Serviços Técnicos e Construções. A empresa tem vários contratos com hospitais.
“Vocês estão trabalhando para o Into?”, pergunta o repórter. “Into, Cardoso, Ipanema, Lagoa e Andaraí”, responde Renata Cavas.
Ela foi chamada para a licitação de contratação de mão de obra para jardinagem, limpeza, vigilância e outros serviços. (…)

Veja reportagem:

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1679161-15605,00-REPORTER+TRABALHA+INFILTRADO+EM+REPARTICAO+PUBLICA+E+FLAGRA+ESCANDALO+DE+CO.html

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Ex-prefeito garante que ficha limpa não o impedirá de sair candidato


www.onorte.net

28/02/2012 - 17h34m
Fotos e Produção: Lucilene Porto
Samuel Nunes
Com o objetivo de deixar o eleitor por dentro do que acontece na política local, o jornal O Norte de Minas mais uma vez sai na frente e inicia uma série de entrevistas com os pré-candidatos a prefeito de Montes Claros. Serão entrevistados aqueles que tiveram seus nomes ventilados pelos principais articulistas políticos do município, ou que foram citados por outros formadores de opinião em conversas informais e nas redes sociais.
Na edição de hoje, o leitor confere entrevista exclusiva com o ex-prefeito Athos Avelino Pereira. Doutor Athos já foi vice-prefeito em Montes Claros entre 1993 e 1996, e prefeito na última gestão. Atualmente, ele tem ocupado seu tempo exercendo a medicina no Hospital Universitário.
Afirmando ser pré-candidato a prefeito de Montes Claros, Avelino recebeu a equipe de O Norte em sua casa, na manhã da última sexta-feira (24). Direto ao ponto, ele disse o porquê de ter saído do PPS e esclareceu sua situação em relação à Ficha Limpa. Assegurou que a lei votada no STF não irá impedi-lo de alçar vôos na política local.
O senhor já foi vice-prefeito municipal durante quatro anos, e prefeito de 2004 a 2008. Por que lança seu nome mais uma vez como candidato a prefeito de Montes Claros?
Pela convocação popular: o povo de Montes Claros está clamando por socorro! Coloco meu nome à disposição, para atender ao chamamento popular e pela minha responsabilidade de filho de Montes Claros e de homem público, preocupado com a situação caótica em que se encontra a nossa cidade.
Quais as suas principais propostas para o desenvolvimento econômico e social do município?
Montes Claros já tem a vocação natural de crescimento, por sua localização geográfica estratégica, por sua liderança regional, por sua ligação multimodal com grandes centros do nordeste, sudeste e centro-oeste do país, por sua agropecuária, sua indústria, seu comércio, seus serviços, telecomunicações, universidades etc. Mas o poder público municipal tem a obrigação de trabalhar para que os seus munícipes tenham melhor qualidade de vida, com atenção ao saneamento, ao meio ambiente, à mobilidade urbana, à segurança, à saúde, à educação e às necessidades sociais, bem como à sua infra-estrutura urbana e rural, para que Montes Claros possa fazer jus à sua posição de uma das mais importantes cidades de Minas e do Brasil.
Nesse sentido, há que se buscar o desenvolvimento sustentável do município, investindo-se em suas vias públicas, no transporte coletivo, em soluções de trafegabilidade (como a construção de viadutos), em parcerias com as forças estaduais da segurança pública, na oferta de atividades para os estudantes no contra-turno escolar (tipo escola integral), na criação de oportunidades para os jovens, na atração de empreendimentos privados e públicos para a geração de trabalho e renda, na educação e nas atividades artísticas e culturais. Restabelecer as funções dos Centros de Convívio e dos Centros de Referência de Assistência Social.
É preciso fazer as ligações das redes de esgotos com os interceptores sanitários, para se viabilizar o efetivo funcionamento da ETE. É imprescindível se resgatar a saúde pública, investindo-se na atenção primária dos PSFs e no restabelecimento dos repasses municipais aos Hospitais da cidade. É necessário se valorizar o servidor público municipal, melhorar os equipamentos públicos e a qualidade, bem como a relação custo-benefício da merenda escolar. Precisamos recuperar as estradas vicinais, fazer estradas ecológicas, barraginhas de contenção de água e apoiar os produtores rurais, nas suas diversas necessidades econômicas e sociais, garantindo-lhes a sua permanência no campo e na produção.
Para tudo isso, é fundamental uma administração séria, honesta, que aplique com correção, equidade e competência os recursos públicos. Assim como é necessária a elaboração de bons projetos e a busca de parcerias sinérgicas com os governos estadual e federal, com a iniciativa privada e com todas os segmentos da nossa população..
São notórias as dificuldades enfrentadas pelos candidatos no que tange às eleições municipais, considerada por muitos como uma campanha difícil. Para tanto, as alianças são comuns. Neste contexto, quais as possíveis alianças que o seu partido, PSB- Partido Socialista Brasileiro, poderá fazer, objetivando as eleições do mês de outubro próximo?
A reconstrução de Montes Claros vai exigir um amplo arco de alianças em prol do nosso município. Por isso estaremos abertos à participação de todas as forças progressistas dispostas a contribuir para o desenvolvimento de Montes Claros. Buscaremos, não só alianças político-partidárias, mas a união de todas as forças vivas da nossa sociedade que se comprometam com o bem coletivo.
O Supremo Tribunal Federal decidiu, recentemente, que a Lei da Ficha Limpa vale para eleições deste ano. Dos 11 ministros, 7 votaram a favor das regras para barrar candidatos. Esta decisão do STF impede sua candidatura de fato? Qual sua opinião sobre esta Lei votada no Supremo. Ela pode fazer diferença na política local?
Aplaudimos a decisão do STF sobre a validade da Lei da Ficha Limpa, porque ela atende ao anseio popular de barrar políticos corruptos, particularmente aqueles envolvidos com os desvios de recursos públicos e com a improbidade administrativa.
Ao analisarmos as listas publicadas pelo TSE e pelo site Transparência Brasil, verificamos que a aprovação da Lei pode alterar, significativamente, o quadro sucessório de Montes Claros.
No meu caso específico, estou tranquilo porque o Tribunal Superior Eleitoral confirmou a minha inelegibilidade (por ter participado da Semana da Paz nas eleições de 2008), pelo período de 3 anos, contados a partir do fato gerador (outubro de 2008). Esse prazo se completou em outubro de 2011. Essa decisão foi publicada em Acórdão, pela unanimidade dos Ministros do TSE. Portanto, já houve o trânsito em julgado. Por isso, estou liberado para as eleições deste ano.
O senhor foi prefeito durante 4 anos. Qual a principal obra feita para Montes Claros em sua gestão?
É difícil escolher uma obra mais importante, pois, graças a Deus, fizemos muitas delas. E afinal, cada pessoa vai considerar como mais importante aquela obra que melhor atendeu a sua necessidade. Talvez a minha obra mais importante tenha sido a de reduzir (de 25% para 4%) a anemia por deficiência de ferro das crianças das creches de Montes Claros, ao adquirir e distribuir feijão enriquecido com ferro e vitaminas, para todas elas, além de acrescentar frutas e proteínas na merenda escolar. Mas eu poderia destacar, na área da saúde, por exemplo, a instalação de 58 equipes de Saúde da Família, com médicos, enfermeiros, dentistas, agentes comunitários de saúde, etc. A reforma e o reequipamento de todas as Unidades de Saúde, a construção e o equipamento de 5 novas Unidades do PSF (Morrinhos, Santa Lúcia, Monte Carmelo, Santos Reis e Camilo Prates). A construção da sede do SAMU, a ampliação do Hospital Alpheu de Quadros, com a instalação do Pronto Atendimento. O repasse regular de Três milhões e seiscentos mil reais anuais (recursos municipais), para garantir o bom funcionamento dos Pronto-Socorros da Santa Casa e do Aroldo Tourinho, etc. Na Educação, reformamos, ampliamos e reequipamos 65 Escolas urbanas e rurais, entre outras obras.
O que o levou a sair do PPS, partido que atualmente faz oposição ao prefeito na Câmara?
Sou muito grato ao PPS, partido pelo qual fui eleito Deputado Federal e Prefeito de Montes Claros. Deixo lá muitos amigos e companheiros. Considerei inviável sair candidato a Prefeito pelo PPS, pelo seu escasso tempo no horário eleitoral gratuito (28 segundos), o que dificultaria a apresentação das propostas de governo no rádio e na televisão. Aceitei, portanto, o convite de outro partido socialista, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que atualmente tem 6 governadores, 2 ministros, 36 deputados federais e mais espaço no programa eleitoral gratuito. Aceitei, com muita honra, o convite do PSB de Montes Claros e da sua Direção Estadual em Minas Gerais, representada pelo Ministro Walfrido dos Mares Guia e pelo Prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ATHOS AVELINO: ELEGIBILIDADE 2012

Prezadas (os) Amigas (os),
Feliz 2012! Diz-se que, no Brasil, o Ano Novo começa após o carnaval. O ano político também.
Neste ano de eleições municipais, vamos assistir a reprise daquele filme de 2010, quando nossos adversários conseguiram passar a mentira de que estávamos inelegíveis.
E vão se utilizar de todos os meios possíveis e imagináveis, por vários motivos: a eleição municipal é mais polarizada e radicalizada, os interesses envolvidos são maiores e, ainda, desta vez, eles, os nossos adversários é que estão enrolados com a Justiça Eleitoral, a partir da decisão do STF de 16/02/12, que definiu a validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano de 2012.
Aplaudi a decisão do STF por atender ao anseio popular de barrar políticos corruptos, particularmente aqueles condenados por desvios de recursos públicos e por improbidade administrativa.
Quero tranquilizar aos amigos e companheiros porque estou livre: O Tribunal Superior Eleitoral não apenas validou os votos que tivemos em 2010 (só não assumimos uma cadeira na Assembléia Legislativa, porque não tivemos votos suficientes: a maioria dos nossos eleitores, diante da campanha mentirosa e difamatória, ficaram com receio de perder o seu voto para deputado estadual e não nos honraram com o seu sufrágio), mas o TSE confirmou a decisão anterior do TRE-MG de que a minha inelegibilidade era de 03 anos, contados a partir das eleições de 2008; e já ocorreu o trânsito em julgado. Estou, por isso, liberado desde outubro de 2011.
Venho, portanto, pedir aos meus amigos e companheiros que me ajudem a restabelecer esta verdade, da minha elegibilidade para as eleições municipais deste ano, para que possamos fazer frente à sanha persecutória e vingativa dos nossos adversários, que se utilizam de todos os meios de comunicação e de mercenários pagos com recursos públicos, para tentarem nos misturar com a farinha do saco deles.
E vamos restabelecer essa verdade, para que possamos construir uma pré-candidatura a Prefeito de Montes Claros, que venha a oferecer à nossa população uma alternativa de poder democrático, que respeite o cidadão e esteja comprometido com o desenvolvimento integral e sustentável da nossa cidade, para o bem de todos e para que ela tenha, de fato, a face de uma das maiores e mais importantes cidades de Minas e do Brasil.
Vamos juntos! Feliz 2012!
Com o abraço do amigo,
Athos Avelino