segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A PRAÇA É NOSSA!!!

Privatizar uma praça brasileira é privatizar o Brasil.
A praça (1967)



Composição: Carlos Imperial

Interpretação: Ronnie Von

Hoje eu acordei com saudades de voce

Beijei aquela foto que você me ofertou

Sentei naquele banco da pracinha só porque

Foi lá que começou o nosso amor

Senti que os passarinhos todos me reconheceram

E eles entenderam toda a minha solidão

Ficaram tão tristonhos e até emudeceram

Aí então eu fiz esta canção

A mesma praça, o mesmo banco,

as mesmas flores e o mesmo jardim

Tudo é igual, mas estou triste,

porque não tenho você perto de mim

Beijei aquela árvore tão linda onde eu,

Com o meu canivete um coração desenhei

Escrevi no coração o meu nome junto ao seu

Ser seu grande amor então jurei

O guarda ainda é o mesmo que um dia me pegou

Roubando uma rosa amarela pra você

Ainda tem balanço tem gangorra meu amor

Crianças que não param de correr.

A mesma praça, o mesmo banco,

as mesmas flores e o mesmo jardim

Tudo é igual, mas estou triste,

porque não tenho você perto de mim

Aquele bom velhinho pipoqueiro foi quem viu

Quando envergonhado de namoro eu lhe falei

Ainda é o mesmo sorveteiro que assistiu

Ao primeiro beijo que eu lhe dei

A gente vai crescendo, vai crescendo e o tempo passa

Nunca esquece a felicidade que encontrou

Sempre eu vou me lembrar do nosso banco lá da praça

Onde começou o nosso amor

A mesma praça, o mesmo banco,

as mesmas flores e o mesmo jardim

Tudo é igual, mas estou triste,

porque não tenho você perto de mim

A mesma praça, o mesmo banco,

as mesmas flores e o mesmo jardim

Tudo é igual, mas estou triste,

porque não tenho você perto de mim

A mesma praça, o mesmo banco,

as mesmas flores e o mesmo jardim...

Música: A Praça
Autoria: Carlos Imperial
Interpretação: Ronnie Von

Pesquisas e História por Dárcio Fragoso
Plano de fundo: Ronnie Von por Marilene

Imagens adquiridas em E-Groups de Trocas
Projeto, Formatação e Edição Final: Marilene Laurelli Cypriano


Música lançada em 1967 por Ronnie Von. Constituiu-se num de seus maiores sucessos. O compositor e produtor Carlos Imperial, nome artístico de Carlos Eduardo Corte Imperial, nasceu em 24/11/1935, em Cachoeiro do Itapemirim (ES). Ainda jovem, mudou-se para o Rio de Janeiro (RJ). Em 1955, criou o Clube de Rock organizando seções de música e divulgando o rock, então na moda.

Sendo extremamente versátil, aos 22 anos, compôs as músicas e organizou os dançarinos para o filme "De vento em popa", com Oscarito e Sônia Mamede, e, no mesmo filme, atuou tocando piano e acordeon com o grupo “Os Terríveis”.

Na TV, teve seu primeiro programa: “Clube do Rock na TV”, onde apresentava diversos artistas de rock. Roberto Carlos foi revelado no “Clube do Rock” e lançou seu primeiro disco "João e Maria", parceria com Imperial e "Fora do tom", do próprio Imperial.

Carlos Imperial foi um artista com grande visão de futuro, sendo, além de produtor, também compositor. Suas músicas de maior sucesso foram "A Praça", "O Bom", "Vem quente que eu estou fervendo", com Eduardo Araújo, "Você passa eu acho graça", com Ataulfo Alves, sendo esta a última composição de Ataulfo Alves.

Participou intensamente do Movimento Jovem Guarda. Teve vários programas de TV, entre os quais "Os brotos comandam", que revelou Eduardo Araújo e Renato e seus Blue Caps. Com o fim do Movimento Jovem Guarda, dedicou-se à política e ao jornalismo. Foi eleito o vereador mais votado no Rio de Janeiro em 1984. Faleceu em 4/11/1992 no Rio de Janeiro.

Ronnie Von, nome artístico de Ronaldo Nogueira, nasceu em Niteroi (RJ), em 17/1/1947, e iniciou sua carreira cantando blues e gospels no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro. Fez a versão de "Girl", de Lennon e McCartney, com o nome de "Meu bem", que gravou e teve grande sucesso.

Participou do "Corte-Rayol Show", programa da TV Record e, posteriormente, teve programa especial também na TV Record, chamado "O Pequeno Mundo de Ronnie Von". Fez sucesso como cantor principalmente por sua figura de jovem bonito e certinho. Atualmente possui programa diário de entrevistas na televisão. (POR Dárcio Fragoso)

LINK SUGERIDO

http://www.paixaoeromance.com/60decada/a_praca/h_a_praca.htm

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ministro do Trabalho Carlos Lupi pede demissão do cargo após denúncias


Publicação: 04/12/2011 20:09 Atualização: 04/12/2011 21:02

Carlos Lupi é o sétimo ministro a deixar o governo de Dilma Rousseff - o sexto por denúncias de corrupção. O dirigente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apresentou neste domingo (4/12) o seu pedido de demissão à presidente. Alvejado por uma série de denúncias, Lupi deixa a pasta após a Comissão de Ética da Presidência da República ter recomendado sua demissão. Em seu lugar, deve ficar temporariamente o secretário-executivo da pasta, Paulo Roberto Pinto.

 (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )
Na nota, divulgada no site da pasta, Lupi disse que sofre perseguição política e pessoal da mídia, sem direito de defesa e provas. Ele ressaltou que a decisão tomada tem como base evitar o contágio de “forças mais reacionárias e conservadoras contra o trabalhismo” em outros setores do Governo.

Antes dele deixaram o cargo Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Nelson Jobim (Defesa), Pedro Novais (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura) e Orlando Silva (Esportes).

Caminho sem volta
A situação de Lupi já estava insustentável desde a quinta-feira (1°/12), quando foi divulgado um relatório da Comissão de Ética da Presidência da República, que considerou que ele havia cometido "inquestionáveis e graves falhas" como gestor. De acordo com o documento apresentado pela conselheira Marília Muricy Machado Pinto, e aprovado pela unanimidade da Comissão, os pronunciamentos públicos feitos por Lupi "não se coadunam com os preceitos éticos estabelecidos para a Alta Administração Federal”.

O relatório recomendava a demissão do ministro e a aplicação de uma advertência - maior punição que a Comissão de Ética pode recomendar. A decisão de divulgar o relatório foi tomada pelo presidente da Comissão, Sepúlveda Pertence, após a decisão da presidente Dilma Rousseff de manter Lupi no cargo e pedir informações sobre a recomendação feita pela Comissão.

O documento listava as irregularidades atribuídas à pasta e ao ministro. Entre elas, a relatora destacou a cobrança de propina por parte de assessores para resolver pendências de organizações não governamentais (ONGs) conveniadas, e a cobrança feita pela Presidência da República sobre as providências em relação a isso três meses antes das reportagens. Outro fator considerado pela relatora foi o acórdão do Tribunal de Contas da União que apontou uma "situação crítica" na prestação de contas das entidades que receberam recursos públicos do ministério.

A comissão também apontou sinais de "indiferença" e "arrogância" nas declarações do ministro. "Atitudes em que se misturam indiferença quanto à gravidade das acusações e certa dose de arrogância ante as possíveis consequência de seus atos", disse a relatora.

Pressão política
Lupi declarou à imprensa que não deixaria o cargo, a não ser que fosse "abatido à bala" e que "iria carregar o caixão de muita gente que queria me enterrar". A relatora destacou que Lupi também disse que duvidava que a presidenta Dilma Rousseff o demitisse.

O arrependimento de Lupi sobre as declarações não convenceram a relatora. "Posteriormente, tentou a retratação, sob o argumento de que não teve a intenção de desafiar a presidenta Dilma Rousseff com suas declarações".

Leia a nota na íntegra, divulgada no site do MTE:
"Tendo em vista a perseguição política e pessoal da mídia que venho sofrendo há dois meses sem direito de defesa e sem provas; levando em conta a divulgação do parecer da Comissão de Ética da Presidência da República – que também me condenou sumariamente com base neste mesmo noticiário sem me dar direito de defesa -- decidi pedir demissão do cargo que ocupo, em caráter irrevogável.

Faço isto para que o ódio das forças mais reacionárias e conservadoras deste país contra o Trabalhismo não contagie outros setores do Governo.

Foram praticamente cinco anos à frente do Ministério do Trabalho, milhões de empregos gerados, reconhecimento legal das centrais sindicais, qualificação de milhões de trabalhadores e regulamentação do ponto eletrônico para proteger o bom trabalhador e o bom empregador, entre outras realizações.

Saio com a consciência tranquila do dever cumprido, da minha honestidade pessoal e confiante por acreditar que a verdade sempre vence".

matéria extraída do: correiobraziliense.com.br/

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

População de Montes Claros pede socorro





Para alívio dos montesclarenses a votação do projeto, por parte dos vereadores, sobre a venda de 24 lotes públicos foi adiada. Segundo o documento apresentado pela Prefeitura, os valores arrecadados com a venda serão utilizados em asfalto para alguns bairros da cidade. Mas não há mais detalhes sobre quais locais e como o dinheiro será empregado. Além da falta de transparência, o projeto prevê a venda de áreas verdes. Inconformada com fato do executivo municipal estar vendendo Montes Claros, a população pede socorro e clama para que os vereadores tenham bom senso e votem a favor da cidade.
Venda adiada

01/12/2011 - 19h53m

Samuel Nunes
Repórter

Ontem, 01 de dezembro, todos os caminhos levavam para a Câmara Municipal de Montes Claros. Motivo: votação do projeto de lei n° 193 de autoria do executivo municipal, que dispõe sobre a desafetação e alienação de imóveis do município, autorizando a venda de 24 lotes públicos e que não estava na pauta para ser votado. A polêmica em relação ao projeto se dá pelo fato de que o prefeito coloca à venda várias áreas verdes, entre elas um campo de futebol, que atende a comunidade da Vila Oliveira.

Samuel Nunes

Heberth Canela: O que não pode é a Câmara Municipal votar projetos a toque de caixa

Depois de uma manobra política, a bancada governista, liderada pelo vereador Athos Mameluque (PMDB), pediu 15 minutos de intervalo para que a comissão de Constituição e Justiça analisasse o projeto. No entanto, o vereador oposicionista Claudim da prefeitura (PPS) interveio e advertiu que o projeto não poderia ser votado, pois não constava na pauta. Ele frisou que caso a votasse fosse efetivada, além de ferir o regimento da câmara, os vereadores estariam realizando uma ação superficial, feita a toque de caixa, pois não conhecem o teor do projeto.

A reunião que durou 43 minutos acabou sendo suspensa, depois que o setor jurídico da Câmara esclareceu que, de acordo com o regimento interno da Casa, o projeto que não estava em pauta e não havia recebido parecer ,só poderia ser votado se o presidente das Comissões (vereador Doutor Silveira) convocasse os demais membros para analisar e dar o parecer. Como o vereador Silveira não se encontrava presente, o que determinava o regimento não pode ser cumprido.


Jessica Vianna: não se pode vender terrenos para se fazer asfaltos

Estudantes e líderes comunitários, presentes à reunião ordinária, temem pela aprovação do projeto que deverá entrar na pauta da reunião ordinária da próxima terça-feira (06). Desde já eles se dizem contrários à venda das áreas verdes da cidade e antecipam críticas pelo possível voto favorável ao polêmico projeto. Heberth Canela, estudante, afirma que este é o momento em que as autoridades constituídas do município deveriam discutir o crescimento da cidade, diferentemente do que acontece, segundo ele. O estudante é enfático ao afirmar que tanto o legislativo quanto o executivo se mostram avessos aos problemas da cidade. Para ele, a não votação do projeto, na manhã de ontem, deve ser comemorado uma vez que os vereadores terão mais um tempo para analisarem e refletirem sobre o projeto.

- O que não pode é a Câmara Municipal votar projetos a toque de caixa e à revelia do que a população espera e deseja, frisa.

Jessica Vianna, também estudante, se diz contra o projeto uma vez que não se pode, de acordo com ela, vender terrenos para se fazer asfaltos. Opinião compartilhada por outro estudante, Judson Gonçalves que faz um alerta:

- A população de Montes Claros tem que tomar conhecimento do que é votado na Câmara Municipal. Infelizmente projetos estão sendo votados sem qualquer parecer técnico e sem qualquer análise sobre os impactos ambientais que irão gerar. Exemplo disso é a venda de lotes nas proximidades da Serra da Sapucaia. Há uma desconfiança do que está por trás destes projetos, como do 193 e o da venda da Praça de Esportes, afirma.

Airton Ruas, liderança comunitária do bairro Independência avalia como vergonhoso a possível aprovação do projeto de vendas de terreno. Afirma que a justificativa anunciada pelo executivo de asfaltamento das vias públicas não convence.

- O município arrecada com os impostos como ISS, ICMS e IPTU. Estes são recursos que uma gestão deve empregar na melhoria urbana de uma cidade. Por tudo que vem sendo divulgado pela mídia, como a venda da Praça de Esportes, e agora mais recente, a venda de terrenos, a população deve ficar mais atenta e se informar sobre o que realmente acontece na politica local. Devemos dizer não a este projeto e nos manifestar neste sentido, conclui.

matéria extraída de: onorte.net

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Base do governo vota carneiramente no projeto que destrói o plano de carreira dos educadores de Minas e burla a Lei do Piso

matéria extraída do blogdoeulerconrado.blogspot.com

Base do governo vota carneiramente no projeto que destrói o plano de carreira dos educadores de Minas e burla a Lei do Piso. Um dia triste para a Educação pública. Mas, os educadores não desistirão dos seus direitos. O chão de Minas vai tremer novamente... contra o governo, contra os deputados do governo, contra a mídia vendida, contra o ministério público omisso, contra todos, enfim, que ajudaram o déspota a sonegar os direitos dos educadores.


Foi um dia deveras cansativo, pois estávamos ali, nas galerias do Plenário principal daquela casa, que recebeu o apelido, mais do que justo, aqui no blog, de Casa Homologativa. Centenas de bravos e bravas guerreiros e guerreiras lá estiveram, desde cedo, para acompanhar as discussões e a votação do substitutivo nº 5 do desgoverno de Minas, que colocou todos os servidores compulsoriamente no subsídio. Uma indecência sem igual.

Já sabíamos, de certa forma, que aquela casa funciona assim: a maioria dos deputados, embora estes sejam eleitos pelo povo, prestam contas apenas ao governo do estado, como se fossem funcionários em cargo de comissão do governador e não representantes do povo.

Diante de centenas de educadores ali nas galerias, e de milhares que acompanharam pela TV Assembleia, os deputados do governo deram uma demonstraram de que não valem o pão que comem. Sequer tiveram coragem de usar do microfone para defenderem o voto deles. Mas, também, defender o quê, se eles sequer sabiam sobre o tema que acabaram de votar?

Os deputados da oposição, especialmente os que usaram do microfone para nos defender, fizeram a sua parte. Protelaram ao máximo a votação e fizeram a denúncia do que vem acontecendo em Minas. Como o nosso blog é acessado por pessoas de todo o Brasil, e nós indicamos o link da TV Assembleia logo pela manhã, é bem provável que muita gente de todo o país acompanhou a vergonhosa situação de Minas Gerais.

O governador e seu padrinho terão que aumentar a cota de gastos com a mídia mineira e nacional para tentarem diminuir um pouco a péssima imagem que foi passada para Minas e para o Brasil. Mas, por mais que gastem com publicidade, nada poderá desfazer a realidade da Educação pública e a dos educadores, marcada pelo descaso e pela sonegação de direitos assegurados por lei.

O desgovernador teve a ousadia de destruir o Plano de Carreira que fora criado na gestão do seu padrinho político, além de impor a todos um "novo" sistema remuneratório, o subsídio, que descaracteriza completamente a Lei do Piso no estado. Na prática, acaba com a possibilidade de se aplicar a Lei do Piso em Minas. Uma verdadeira agressão aos poderes constituídos no âmbito federal - Congresso Nacional, presidência da República e STF. Respectivamente, os três poderes criaram, promulgaram e consideraram constitucional a Lei do Piso, que trouxe, entre outras coisas, três características básicas: 1) o piso enquanto vencimento básico, preservando à parte as gratificações; 2) o terço de tempo extraclasse para atividades fora da sala de aula; e 3) o reajuste salarial anual do piso nacional de acordo com o aumento do custo aluno ano. Numa só tacada, o governo de Minas destruiu o vencimento básico e as gratificações, implantando o subsídio como remuneração total; com isso, escapou do reajuste anual, pois a remuneração total, ao contrário do vencimento básico, será sempre maior do que o valor proporcional de um piso que já é rebaixado. Assim, enquanto o piso nacional em 2012 terá um reajuste de 16,69%, em Minas, os educadores terão um reajuste de apenas 5%. E o terço de tempo... Bom, somente agora, depois que tirou tudo dos educadores, o governo decidiu tocar neste assunto.

Mas, estas não foram as únicas perdas. Além do confisco das gratificações e do reajuste anual, o governo reduziu os percentuais de promoção - de 22% para 10% (mudança de nível pela escolaridade, a cada cinco anos); e de progressão - de 3% para 2,5% (mudança de grau, pelo tempo de dois anos cada). E mesmo no subsídio, ao introduzir o que chamou de "aprimoramento", na prática escalonou as pequenas diferenças salariais em quatro parcelas, que serão pagas até 2015. Na prática, o governo submeteu as tabelas salariais dos educadores a um tremendo confisco, combinado com o congelamento salarial.

Tudo bem. Ou melhor, tudo mal. Mas, tudo bem assim mesmo. Pode parecer o fim do mundo, não é mesmo? E seria, até, se nos contentássemos com isso; se já não provássemos para nós mesmos que somos capazes de reagir, de resistir, de lutar pelos nossos direitos, como fizemos em todos os anos anteriores. E é claro que não vamos aceitar o que foi imposto em 2011 como uma derrota definitiva.

Há certas derrotas que prenunciam vitórias robustas. É o que eu pressinto em relação ao momento que estamos vivendo. Vão dizer: você é muito otimista. Sou, confesso a vocês que nunca perco a esperança em relação às coisas pelas quais acredito. Posso até mudar de opinião, mas continuarei na luta. Mas, vocês dirão: tudo bem, chega de discurso e nos apresente uma saída.

Vou começar dizendo que o governo acabou nos empurrando para uma situação de unidade, ainda que forçosamente. Disse isso hoje para vários colegas, inclusive para a coordenadora do sindicato. Talvez a única coisa boa deste projeto do governo é que agora estamos todos num mesmo sistema remuneratório e assim poderemos novamente construir sonhos e lutas comuns. Na ânsia de destruir nossos direitos, ele pode acabar nos empurrando para a almejada unidade. Podemos traçar estratégias comuns para conquistar nossos direitos.

Primeiro, temos que pensar numa ação judicial para cuidar de duas coisas básicas: a devolução do dinheiro que o governo nos tirou quando realizou a redução salarial em julho deste ano - e agora mais do que nunca, já que nos obrigou a voltar para o subsídio; e a segunda coisa, o sindicato parece que já fez, finalmente, que foi ingressar com uma Reclamação junto ao STF para cobrar o piso na carreira. Vamos ver o resultado desta ação.

Se formos vitoriosos no STF, ótimo. O governo terá que voltar atrás e nos pagar o piso na carreira. Mas, suponhamos que o STF nos decepcione e considere que o que fora feito em Minas está dentro da lei - não duvido de nada neste país, infelizmente. Ou então que demore a nos dar uma resposta. Então, não nos restará outro caminho senão o da luta organizada para reconquistar nossos direitos.

E aí vamos ter que trabalhar com o que existe. E se o que existe é o subsídio, vamos cobrar: a) a volta dos índices de promoção e progressão nas carreiras da Educação; b) o reajuste anual nas tabelas salariais de acordo com os mesmos índices do reajuste do piso salarial nacional.

Estas duas propostas, somente, já causariam uma verdadeira e substancial mudança no valor dos nossos salários, talvez até superior ao valor do piso na carreira. E estaríamos todos unidos novamente lutando por interesses comuns. Vocês poderão dizer: mas o governo não vai querer pagar estas reivindicações. E eu lhes respondo: o governo não quer pagar nada; não quis pagar o piso, e se dependesse somente dele estaríamos ganhando um salário mínimo ou menos. Tudo mais acima do salário mínimo foi fruto de luta, de conquista.

Portanto, o que temos que fazer é organizar melhor a nossa luta, construir a nossa unidade, organizar as nossas fileiras, articular o apoio da comunidade e dos alunos, e nos preparar para os novos embates.

Temos que entender uma coisa: quais são os interesses dos educadores e da comunidade, de um lado, e quais são os interesses do governo e dos seus chefes empresários, do outro. São interesses que se chocam. Não adianta dizermos para eles: vocês estão sucateando a Educação pública. Eles não estão nem aí para isso. Quem pode estar aí para isso são os pais de alunos e os alunos, além dos educadores, que serão atingidos diretamente pelas políticas de destruição da Educação pública - da saúde, e da moradia popular, etc.

Por isso temos que unir, em torno de propostas comuns. Podemos e devemos xingar o governo e seus aliados. Mas, ao mesmo tempo, temos que nos preparar para dar a volta por cima e arrancar do governo os nossos direitos.

Há dois comportamentos que estão colocados: de um lado, o da acomodação, da resignação - sob qualquer pretexto -, da desistência, que é exatamente aquilo que o governo espera que aconteça. Inclusive a ideia de deixar a educação está incluída neste campo, pois não deixa de ser uma forma de desistir, ainda que as pessoas tenham o direito de buscar outros caminhos para suas vidas profissionais e pessoais.

O outro caminho, é o da luta, o da preparação para os novos combates; o da análise tranquila do nosso movimento, com o intuito de corrigir as debilidades e fazer avançar a nossa luta para impor uma derrota maiúscula aos nossos inimigos. É este caminho que espero que a maioria queira trilhar.

Nós perdemos muitos direitos e dinheiro nesta luta; teríamos perdido até mais se não lutássemos, pois o governo não tem planos de investimento na Educação, como já sentimos nos últimos anos. Mas, saímos moralmente fortalecidos, conhecemos melhor a nossa força, as nossas limitações e os pontos que precisamos corrigir. Os próximos anos correm contra o governo e em nosso favor. Geralmente os governos costumam fazer suas maiores maldades no primeiro ano, com a ilusão de que terão mais três anos para fazer esquecer o que aprontaram. Mas, nós não esqueceremos de nada. Pelo contrário. Vamos lembrar todos os dias que o governo nos roubou um piso salarial, direito assegurado por lei, e uma carreira.

Na articulação das nossas ações, muitas práticas organizadas podem ser realizadas, durante todo o ano. O boicote às avaliações sistêmicas, é uma delas; manifestações de rua todos os meses, é outra; a organização de uma nova greve em março ou abril de 2012, quando já estivermos recuperado um pouco do desgaste financeiro que tivemos, é outra; e assim por diante.

Vamos começar a organizar melhor a nossa luta, principalmente a luta pela base, em cada escola. Vejo sempre muita gente cobrando do sindicato, ou da direção sindical, ou mesmo da subsede, como se essas entidades pudessem fazer milagre e substituir aquilo que somente nós próprios, de forma organizada, podemos fazer. A greve de 2011 só aconteceu com maior força onde houve trabalho organizado na base. Claro que vários fatores podem ter contribuído. Nos locais onde existem lideranças do movimento que são mais atuantes, por exemplo; ou nos locais onde as subsedes tinham uma presença mais constante de visita às escolas; ou até mesmo o papel da Internet - como este e outros blogs - que acabou dando uma injeção de ânimo nos colegas, tanto da Capital, quanto do Interior. Mas, nada disso adiantaria se na própria escola já não tivessem pessoas, lideranças, lutadores sociais prontos para desenvolver uma prática cotidiana de luta, atendendo ao chamado da categoria. Precisamos multiplicar esta força.

Precisamos também criar nas escolas e fora delas um campo de debate político, para que possamos discutir nossa visão de mundo, na construção coletiva de alternativas para os nossos problemas. Sair da visão individual, reduzida, pois nós sempre dependemos dos outros, e assumir uma outra perspectiva de luta. Esse debate pode ser socializado aqui na rede da Internet.

E podemos melhorar cada vez mais as nossas formas de ação. Um exemplo. Hoje, nas galerias do plenário da ALMG, enquanto vaiávamos os deputados do governo, ouvi de uma combativa colega uma sugestão: que tentássemos organizar nossas caravanas diretamente em cada escola, e não mais nas subsedes apenas. Claro que se trata de um desafio difícil para se construir imediatamente. Mas, deve ser considerada esta possibilidade. Poderia inicialmente começar por duas ou três escolas. E por que a escola seria a referência: porque seriam caravanas da comunidade escolar, reunindo educadores, estudantes e pais de alunos, que previamente discutiram a nossa realidade e participariam do nosso movimento, que é para o bem da comunidade escolar. Segundo o governo, cerca de 700 escolas teriam participado da nossa heroica greve de 112 dias. Já imaginaram 700 ônibus a caminho da Cidade Administrativa, cada qual com 50 pessoas? Seriam 35 mil pessoas, entre educadores, alunos e pais de alunos.

Governo nenhum resistiria a uma mobilização deste porte. E nós temos potencial para isso. Basta que nos organizemos e que tracemos objetivos comuns para as nossas lutas e que acreditemos nessa luta, e nos preparemos melhor para ela.

Ah, mas isso não é fácil, tem muita gente que nada quer com a luta, etc - dirão alguns colegas. Nada é fácil, colegas, nada. Mas, é preciso tentar, se não quisermos colher cortes de direitos para o resto da nossa vida. Nós somos herdeiros de uma carreira que foi destruída ao longo de muitas décadas. Apesar das muitas lutas passadas, na cidade em que eu moro, dos antigos lutadores, só restou o comandante João Martinho. A maioria entregou os pontos, ou nem chegou a participar de nada, ou se aposentou. Por isso eu estou colhendo o que eles não fizeram no passado. Mas, não posso culpá-los de nada. Cada tempo tem o seu contexto, suas lideranças, seus desafios. Espero que o nosso momento, este, que vocês e eu estamos construindo, não seja um legado de perdas para as novas gerações.

Por isso eu lhes digo: as batalhas de 2011 foram heroicas, realizamos feitos que ficarão marcados para sempre, apesar da derrota financeira e funcional que tivemos; mas foram batalhas limitadas a um contexto. Não perdemos a guerra. E temos muita luta ainda pela frente. Vamos organizar melhor as nossas fileiras e vencê-las, para que em breve tenhamos condições de nos orgulhar, não apenas da nossa luta, mas das conquistas que teremos. Em 2012 tem eleições municipais. O governo vai sentir a nossa força, se quisermos que isso aconteça. Em 2012 seguramente terá nova greve. E o governo sentirá novamente a nossa força.

O golpe que ele deu agora, através do Congresso, ao invés de pacificar a categoria, vai torná-la mais unidade e mais disposta ao combate. A isso eu chamo de transformar uma derrota momentânea numa vitória permanente, ou por longos anos. Se este for o nosso caminho, vamos colher muitas conquistas. Do contrário, se desistirmos de lutar, aí sim, o governo terá conseguido uma vitória real, pois teria destruído os nossos sonhos. E claro que isso não vai acontecer. Pelo menos foi o que eu senti no contato com dezenas de colegas após a votação na Casa homologativa contra os educadores.

O que eu vi naquela cena? Deputados saindo diminuídos, mudos, envergonhados. E educadores, apesar de terem o piso e o plano roubados, saindo altivos, de que cabeça erguida, indignados, claro, mas prontos para o novo combate. Esse, para mim, é o espírito do NDG, daqueles que têm a alma de lutadores sociais, que nuca desistem, que nunca se rendem, que mesmo quando têm dúvidas - o que é normal - estão sempre em busca de um novo sonho, de um janela para o sol, para a luz, em oposição às trevas que o governo e seus aliados tentam nos atirar.

Por isso, na noite em que eles pensam que nos derrotaram, quero anunciar aqui para o mundo: que eles nos aguardem, pois voltaremos, com mais força, com mais garra e mais disposição para vencê-los!


Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!

Obras da Prefeitura: benefício ou propaganda ?


23/11/2011 - 20h59m

Rodrigo Oliveira
Especial para O Norte

Já vai fazer aniversário a obra que tem por objetivo padronizar a calçada da Praça Coronel Ribeiro. A demora não tem explicação, mas deveria, como afirma o vereador Cládio Rodrigues (PPS), que na última terça-feira (22), em reunião na Câmara Municipal solicitou à administração que informe os fatores que acarretaram tamanho atraso na realização de obras, que têm verba de R$766.910,44 do Ministério das Cidades e como empresa contratada Construtora Avançar.

Rodrigo Oliveira

Bagunça e sujeira sem fim

O vereador encaminhou um ofício ao Secretário Municipal de Obras, João Henrique Ribeiro, solicitando à secretaria cópia do contrato de repasse, de número 0315.436-22/2009, com prazo de 10 (dez) meses.

Segundo o vereador Cláudio Rodrigues, as obras de padronização das calçadas da Praça Coronel Ribeiro se transformaram em outdoor vivo para que a Prefeitura finja estar fazendo algo pela cidade. Mas e os benefícios para cidadão? Nenhum. Só mesmo transtornos, descaso, obra quase paradas, bagunça e sujeira sem fim.

Em release divulgado pela Prefeitura, quando do início das obras, o secretário de obras, João Henrique Ribeiro, afirma que os transtornos seriam momentâneos, devido à necessidade de quebrar e refazer as calçadas.Mas passados muitos meses o que se vê é que nada mudou e as obras parecem que mal começaram.

Até quando Montes Claros vai ter que conviver com esse descaso com o povo e com os bens públicos? E por que a Prefeitura não informa os motivos da demora? Bom, quem não deve, não teme dar explicações.

Transparência nunca é demais!

Montes Claros: Ainda pode piorar - 23/11/2011 - 20h53m







Samuel Nunes
Repórter

em onorte.net

Quem pratica corrida ou caminha na pista do Córrego das Melancias enfrenta obstáculos que vão muito além do esforço físico. Com o período chuvoso é perceptível a fragilidade do asfalto da Avenida Antônio Lafetá Rebelo, via de acesso que divide os bairros Santa Lúcia e Monte Carmelo e que é utilizada por moradores destes bairros e de outros como Cintra, Delfino Magalhães, Jardim Palmeiras e Carmelo para a tradicional caminhada no início da manhã ou final da tarde.

Samuel Nunes

Seja de carro ou de moto no período chuvoso é difícil passar pela avenida Antônio Lafetá Rebelo

Alguns problemas constados pela reportagem de O Norte como falta de segurança, mato alto, lixo acumulado, pouca iluminação e muitos buracos são apenas algumas das reclamações feitas pelos frequentadores que cobram do poder público municipal a revitalização do canal e a construção de uma pista de cooper à altura do que merecem.

Em determinado percurso da referida via pública, as chuvas que caíram na cidade nos últimos dias, deixaram a situação ainda pior, já que fez dos buracos de poças de água, que estão se transformando em lagoas e ainda, fez das ruas verdadeiros lamaçais, uma vez que inexiste asfalto no trecho que liga a avenida Antônio Lafetá Rebelo aos bairros Santa Laura e Guarujá.

A rotina do estudante Carlos André Rodrigues é botar os pés na pista de Cooper, diariamente, antes das 17 horas. Ele conta que sua a camisa por cerca de uma hora e meia, vencendo um percurso de mais de três quilômetros. Ele garante que, se porventura, o poder público municipal desse o real valor ao local, realizando a reforma de toda a pista às margens do córrego das Melancias, tornando-o a verdadeiramente um local agradável, a comunidade se sentiria prestigiada. E lamenta o descaso e o abandono do local e também dos moradores.

- Infelizmente o que temos aqui hoje é sujeira no canal das Melancias e falta de segurança para as crianças que acompanham os pais na prática da caminhada, além da falta de muretas de proteção no entorno do córrego, em toda a sua extensão. E estes são apenas alguns dos problemas vivenciados por nós moradores. A solução seria a canalização do córrego – afirma.


Lama

O lamaçal presente ao final da avenida Antônio Lafetá Rebelo, sentido bairro Santa Laura, tem prejudicado não apenas quem faz caminhada ou corrida mas também os veículos, que são obrigados a fazer manobras para sair dos buracos, muitos deles encobertos pela água. Màrcio Adriano Lopes afirma ser arriscado passar pelo local. Ele cobra a canalização do córrego e assim como a drenagem em alguns pontos da via pública, segundo ele, abandonada ao longo dos anos pelo poder público municipal.

- Entra prefeito e sai prefeito e nada. As coisas só pioram. Pagamos nossos impostos e como presente de grego ganhamos uma avenida destas, em péssimo estado de conservação, desabafa.





feienefício ou propaganda ?

23/11/2011 - 20h59m

Rodrigo Oliveira
Especial para O Norte

Já vai fazer aniversário a obra que tem por objetivo padronizar a calçada da Praça Coronel Ribeiro. A demora não tem explicação, mas deveria, como afirma o vereador Cládio Rodrigues (PPS), que na última terça-feira (22), em reunião na Câmara Municipal solicitou à administração que informe os fatores que acarretaram tamanho atraso na realização de obras, que têm verba de R$766.910,44 do Ministério das Cidades e como empresa contratada Construtora Avançar.

Rodrigo Oliveira

Bagunça e sujeira sem fim

O vereador encaminhou um ofício ao Secretário Municipal de Obras, João Henrique Ribeiro, solicitando à secretaria cópia do contrato de repasse, de número 0315.436-22/2009, com prazo de 10 (dez) meses.

Segundo o vereador Cláudio Rodrigues, as obras de padronização das calçadas da Praça Coronel Ribeiro se transformaram em outdoor vivo para que a Prefeitura finja estar fazendo algo pela cidade. Mas e os benefícios para cidadão? Nenhum. Só mesmo transtornos, descaso, obra quase paradas, bagunça e sujeira sem fim.

Em release divulgado pela Prefeitura, quando do início das obras, o secretário de obras, João Henrique Ribeiro, afirma que os transtornos seriam momentâneos, devido à necessidade de quebrar e refazer as calçadas.Mas passados muitos meses o que se vê é que nada mudou e as obras parecem que mal começaram.

Até quando Montes Claros vai ter que conviver com esse descaso com o povo e com os bens públicos? E por que a Prefeitura não informa os motivos da demora? Bom, quem não deve, não teme dar explicações.

Transparência nunca é demais!






domingo, 20 de novembro de 2011

Um pouco de Pablo Neruda

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar,
morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoínho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida a fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante...
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio pleno de felicidade"