segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Devemos passar as notícias boas também!

O deputado federal José Antonio Reguffe, que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.



Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado cotão. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.
Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões (isso mesmo R$ 2.300.000,000) nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.

A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores, afirmou Reguffe em discurso no plenário.

sábado, 17 de setembro de 2011

Oh, MINAS GERAIS... achei q a Ditadura não voltava JAMAIS

por Marcela Bueno, sexta, 16 de setembro de 2011 às 21:06

Logo eu, q trabalho com o audiovisual e com as mídias digitais, HOJE não consegui filmar NADA. Eu tremia ao ver a PM abrindo fogo contra pessoas completamente indefesas... Tentei filmar os professores, uma grande parte já ultrapassando os 50 anos, empunhando seu grito por respeito ao som do irônico "OH MINAS GERAIS" do Tizumba. A música tentando tapar a voz dos trabalhadores enquanto anunciavam 3 MILHÕES pra Copa do Mundo... A Praça da Liberdade com grades e policiamento pesado, quando de repente, uma ordem vinda de não sei onde, parece ter dito: soltem bala neles. E foi o que aconteceu. Muita gente machucada... era uma manifestação da família, da escola, de todos nós... E os bares da redondeza lotados da nata indiferente. E no coreto, adolescentes completamenta alienados gritando Galo. E eu ali no meio, com um misto de medo e uma vergonha danada de morar em Minas Gerais, um lugar onde a DITADURA come solta e ninguém vê. E quem pode ver e FALAR, continua cantando, como se nada tivesse acontecendo. E pessoas, há menos de 10 metros dali, sendo empurradas pela cavalaria, pelas balas de borracha, pela coerção. Eu poderia chegar em casa, ligar a TV e assistir alguma coisa.... mas hj não. Hj não consigo nem dormir direito. Estou sem acreditar até agora que em plena época da informação instantânea os mineiros saquem seus celulares apenas pra filmar os fogos de artifício estrategicamente pocados no momento de maior agressão ao movimento. Não consigo entender como a sociedade mineira pode achar que isso é um movimento isolado, dos professores apenas, e continue vendo os cidadãos sendo agredidos no escuro, calados com bordoadas, comprados por uma mídia duvidosa enquanto se limitam a reclamar de um trânsito já caótico por mil outros motivos. Eu tenho medo da Ditadura. Não posso ficar calada... Eu já me formei, não tenho filhos, não conheço ninguém da classe que estava alí, não sou militante de nada. Sou apenas uma pessoa que não acredita até agora no que acabou de presenciar na Praça da suposta Liberdade e o que vem presenciando nessas Minas Gerais, sob esse governo ditador... Oh Minas Gerais, o que eu vi hj REALMENTE não esqueço JAMAIS... #FORAANASTASIA #FORALACERDA #FORADITADURA

A Manifestação estava pacífica...

A PM abre fogo

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Em apoio à greve dos professores da rede pública do Estado de Minas Gerais. **

"LIBERTAS QUAE SERA TAMEN

Certamente, os cem dias de greve têm ensinado lições mais importantes do que as propostas nos milhares de dias letivos dos quais nossos estudantes já participaram ao longo da vida. Esta greve - que é histórica e, acima de tudo, justa e salutar, diga-se de passagem - traz inúmeros benefícios para toda a sociedade brasileira. Tenho absoluta certeza de que os protestos, a angústia e a luta dessa classe faz toda a diferença na formação de uma nova mentalidade que vem surgindo no Brasil. Mas que bom que já temos coragem de sair às ruas para reclamar sobre o ensino público esfacelado que nos é dado! Que bom que não mais ficamos apenas na habitual reclamação, "ai, como seria bom se o professor fosse melhor preparado, e se houvesse uma cadeira para que ele se sentasse e fizesse a chamada!". Que bom que finalmente o plano das idéias encontrou o plano concreto da realidade! Aplaudo de pé aqueles que fizeram esse encontro acontecer!
Essa greve mostra muito mais do que professores indignados... Mostra um povo brasileiro cansado de ser levado "no banho maria" pelo governo... Cansado de ser enganado com promessas eleitoreiras. Mostra um povo que finalmente descobriu o poder que tem. É o povo clamando pelos seus direitos! É o povo que paga imposto e quer ver pra onde vai esse dinheiro! É um povo que tem coragem de mostrar a cara, bater no peito e dizer sem hesitar: Dai a Deus o que é de Deus, e a César o que é de César! Eu quero o que é meu, do meu direito eu não abro mão!
E então o povo começa a se questionar. E então a maravilha se completa. Se há dinheiro para viagens fabulosas, contas milionárias, mensalão, mensalinho e seus variantes, se há dinheiro para mansões ilegais e toda espécie de corrupção diariamente anunciada nos meios de comunicação, se há dinheiro suficiente para bancar toda essa baixaria, por quê não há dinheiro para pagar o trabalhador?! Esse dinheiro agora tem que aparecer...
Porque o Brasil não tem fome só de Matemática, Português, História e Geografia. Nem só de cultura. O Brasil também é um faminto de justiça, de honestidade e transparência. E, particularmente, acredito que toda a Física, o Português, a Geografia ensinados servirão de NADA se o povo não aprender o básico do básico... que é conhecer os seus direitos, lutar por eles. Aí sim, quando buscarmos nossos direitos, reclamarmos por eles, veremos a mudança que tanto sonhamos... Porque um povo esclarecido e consciente é mais difícil de ser enganado! É a luta da sociedade pelo que é seu de direito que fará com que o dinheiro dos impostos seja melhor empregado. E então passará a haver dinheiro para pagar um salário digno a qualquer trabalhador... haverá um sistema educacional do qual a gente possa se orgulhar. E então, finalmente, nossos alunos aprenderão DE VERDADE Português, Matemática... porque aprenderam antes o fundamental: CIDADANIA!
Nada mais apropriado que essa revolução comece justamente pelos professores... eles, os responsáveis pelo ensino e formação de nossas futuras gerações, tem toda a moral para dar esse exemplo.
A vocês, queridos formadores do Brasil que seremos, meu apoio e minha admiração.
A vocês, queridos MESTRES, meu respeito.
Obrigada por abrirem nossas mentes para o caminho do respeito a nós mesmos, ao nosso país e ao que somos. Obrigada por nos mostrarem que não devemos aceitar a injustiça e a mentira; por nos dizer que não, não devemos aceitar um salário injusto, que desvaloriza o nosso trabalho.
E, principalmente, obrigada por nos ensinar a valorizar a nós mesmos.
Ana Teresa Araújo Viana, 17 anos.
Publicado no blog: www.deixaaalmarespirar.blogspot.com

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mensagem de Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, em apoio aos professores em greve.

Queridos Professores e Professoras,

Orgulho-me pela greve de vocês. Vejo neste acontecimento um dos esperançosos sinais dos tempos, semelhante ao que está acontecendo no Chile.
Vocês, com seu sofrimento e angústia, estão sendo os instrumentos de Deus na construção do Brasil que queremos, a Pátria dos nossos sonhos. Por isso uno-me solidário com vocês e com todos e todas que lhes dão apoio.
Com Cora Coralina, digo: “Propõe-se a ensinar aquele que é bom de espírito, aquele que se orgulha quando o aluno o supera. Aquele que, cotidianamente, motiva o aluno, sem esquecer-se de que um dia o foi... É aquele que, “Feliz, transfere o que sabe e aprende o que ensina.
Vejo isso nos professores que estão em greve em Minas e em muitos outros estados.
Essa greve, a mais longa da história de Minas, será um marco histórico na luta pela educação pública e de qualidade, em Minas. Que cada professor/a desenvolva pedagogias que ajudem na compreensão da vida concreta, isto é, a matemática da fome, o português da violência, a geografia e a história da exploração e dos problemas sociais, a ciência da história da vida real das pessoas.
A greve das/os professoras/res de Minas Gerais está sendo uma verdadeira escola libertadora.
Quem disse que as/os professoras/es não estão ensinando? As/os educadoras/res estão nas ruas, ensinando uma verdadeira lição de cidadania, de quem não se deixa oprimir, de quem busca na luta, dignidade e justiça social pelo valor à educação, um dos maiores patrimônios que o Estado tem a obrigação de cuidar.
Atenção, Anastasia, a greve só será interrompida quando a justa, legal e legítima reivindicação da categoria for atendida: o Piso Salarial Nacional, um valor pífio e insignificante.
Enfim, benditas/os as/os educadoras/os e todos os que apoiam a luta pela educação pública e de qualidade e, assim, lutam pela transformação da sociedade.
Deus os abençoe e os livre de todo mal.

Dom Tomás Balduino,

Movimentos sociais: breve definição

Em linhas gerais, o conceito de movimento social se refere à ação coletiva de um grupo organizado que objetiva alcançar mudanças sociais por meio do embate político, conforme seus valores e ideologias dentro de uma determinada sociedade e de um contexto específicos, permeados por tensões sociais. Podem objetivar a mudança, a transição ou mesmo a revolução de uma realidade hostil a certo grupo ou classe social. Seja a luta por um algum ideal, seja pelo questionamento de uma determinada realidade que se caracterize como algo impeditivo da realização dos anseios deste movimento, este último constrói uma identidade para a luta e defesa de seus interesses. Torna-se porta-voz de um grupo de pessoas que se encontra numa mesma situação, seja social, econômica, política, religiosa, entre outras. Gianfranco Pasquino em sua contribuição ao Dicionário de Política (2004) organizado por ele e por Norberto Bobbio e Nicolau Mateucci, afirma que os movimentos sociais constituem tentativas – pautadas em valores comuns àqueles que compõem o grupo – de definir formas de ação social para se alcançar determinados resultados.

Por outro lado, conforme aponta Alain Touraine, Em defesa da Sociologia (1976), para se compreender os movimentos sociais, mais do que pensar em valores e crenças comuns para a ação social coletiva, seria necessário considerar as estruturas sociais nas quais os movimentos se manifestam. Cada sociedade ou estrutura social teria como cenário um contexto histórico (ou historicidades) no qual, assim como também apontava Karl Marx, estaria posto um conflito entre classes, terreno das relações sociais, a depender dos modelos culturais, políticos e sociais. Assim, os movimentos sociais fariam explodir os conflitos já postos pela estrutura social geradora por si só da contradição entre as classes, sendo uma ferramenta fundamental para a ação com fins de intervenção e mudança daquela mesma estrutura.

Dessa forma, para além das instituições democráticas como os partidos, as eleições e o parlamento, a existência dos movimentos sociais é de fundamental importância para a sociedade civil enquanto meio de manifestação e reivindicação. Podemos citar como alguns exemplos de movimentos o da causa operária, o movimento negro (contra racismo e segregação racial), o movimento estudantil, o movimento de trabalhadores do campo, movimento feminista, movimentos ambientalistas, da luta contra a homofobia, separatistas, movimentos marxista, socialista, comunista, entre outros. Alguns destes movimentos possuem atuação centralizada em algumas regiões (como no caso de movimentos separatistas na Europa). Outros, porém, com a expansão do processo de globalização (tanto do ponto de vista econômico como cultural) e disseminação de meios de comunicação e veiculação da informação, rompem fronteiras geográficas em razão da natureza de suas causas, ganhando adeptos por todo o mundo, a exemplo do Greenpeace, movimento ambientalista de forte atuação internacional.

A existência de um movimento social requer uma organização muito bem desenvolvida, o que demanda a mobilização de recursos e pessoas muito engajadas. Os movimentos sociais não se limitam a manifestações públicas esporádicas, mas trata-se de organizações que sistematicamente atuam para alcançar seus objetivos políticos, o que significa haver uma luta constante e em longo prazo dependendo da natureza da causa. Em outras palavras, os movimentos sociais possuem uma ação organizada de caráter permanente por uma determinada bandeira.


Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

O líder sustentável

De:Luiz Carlos Cabrera


A crise econômica que a partir dos Estados Unidos impactou o mundo numa velocidade extraordinária, e numa voracidade idem, mostrou que estamos frente a frente com uma enorme escassez de líderes. O que tínhamos em várias organizações pelo mundo - e o pior é que acho que ainda temos - eram líderes de curto prazo, de olhar míope e de ganância absurda. O crescimento econômico constante forjou esses líderes, divididos essencialmente em duas categorias: os sabidos e os espertos. Hoje, essas figuras desapareceram (e as que ainda se escondem estão com os dias contados). O que se demanda agora é o líder sustentável, cujo perfil tem como base quatro componentes:

1. Ter foco no resultado economicamente viável, justo e que promova a perenidade do negócio;

2. Promover ações socialmente responsáveis com foco no crescimento das pessoas;

3. Promover ações culturalmente aceitas, praticando e zelando pelos valores da empresa;

4. Atuar em todo o ambiente de forma ecologicamente adequada.

Não se iluda. O líder sustentável não é bonzinho. Ele é correto. Ele é justo! Ele tem profundo interesse pelo gênero humano e por isso está focado no crescimento das pessoas.

Sua inteligência e competência permitem que ele entenda culturas diversas e possa navegar por elas sem violentá-las ou ofendê-las. Sua visão globalizada é fruto do desenvolvimento de um modelo mental de respeito à diferenciação e ao pluralismo. Seu foco no resultado é constante, mas ele não prejudica os que estão à sua volta. Por isso é justo. Você vai perceber claramente quem ele é mais por suas ações do que por suas palavras. Os líderes sustentáveis vão transformar organizações, cidades e países. A história vai se repetir: primeiro a crise implacável, depois, a evolução natural e o desejo do homem de se aperfeiçoar criarão um ciclo virtuoso, e nele os líderes sustentáveis desempenharão um papel preponderante. Olhe bem à sua volta, escolha aquele líder que será o seu modelo e se apresse. A transformação já começou.
Luiz Carlos Cabrera é professor da Eaesp-FGV, diretor da PMC Consultores e membro da Amrop Hever Group

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O trabalho e o futuro

A informática é um ramo de atividade profissional do presente e do futuro.
Nunca o mercado exigiu tanto dos profissionais como atualmente, a perspectiva atual técnico-cientifíco-informacional têm exigido um nível cada vez mais elevado de qualificação (graduação, pós-graduação, conhecimento pleno em informática, idiomas entre outros atributos), além disso, o mercado exige que pessoas possuam também a capacidade de exercer múltiplas funções, realidade contrária ao processo de produção praticado no passado como o fordismo, no qual o trabalhador realizava apenas um trabalho alienado. Hoje o mercado cobra além de qualificação, atitudes como iniciativa, criatividade, bom relacionamento etc.
Segundo estimativas, algumas profissões vão se extinguir até por volta do ano de 2015, principalmente aquelas operacionais como cobradores de ônibus, caixas e todos os postos de trabalho que possam ser substituídos por máquinas.
No entanto algumas áreas teriam uma abertura maior de oportunidades como o turismo, meio-ambiente e internet, sabendo que não bastará apenas um diploma, mais sim, um alto nível de conhecimento interdisciplinar e de qualificação.
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola