quarta-feira, 24 de agosto de 2011
GÊNERO: FATOR DE DESIGUALDADE
- Diferenças culturais perpetuadas e sustentadas por crenças dominantes.
Preconceitos e crenças difundidas e sustentadas pelas classes que mantém o domínio econômico e cultural. Idéias falsas que buscam manter o poder de uma categoria sobre outra. Crer que pessoas pobres são pobres por serem preguiçosas, ou que alunos de escolas públicas conseguem um futuro promissor apenas tendo vontade de alcançar o mesmo (não levando em conta as diversas barreiras encontradas pelos mesmo).
- Organização das instituições favorecendo a desigualdade.
A religião, por exemplo, na época da escravatura afirmava que o negro não tinha alma.
As instituições de Ensino Superior passaram a receber mulheres com freqüência a partir dos anos 60 nos EUA.
A ciência afirmava que características físicas das mulheres as prejudicavam na busca de um lugar de presença na sociedade, logo afirmava que seu lugar natural era a casa.
- Acesso desigual a recursos.
Os diversos recursos geradores de desigualdade que observamos no texto anterior.
As desigualdades...
- Ocorrem entre 2 ou mais categorias.
- Tendem a ser duradouras.
- Os movimentos através da divisão são raros ou demorados a serem realizados.
- Chances de vida e estilo de vida identificam as pessoas nestas categorias.
É um acesso desproporcional a recursos, materiais e culturais (simbólicos).
Quanto maior a oportunidade (educação, acesso a cultura, possibilidade de desenvolver uma personalidade critica entre outros fatores), maior será a liberdade individual (autonomia do individuo para realizar tarefas, se auto-sustentar sem necessitar da ajuda do Estado, como por exemplo, para ter acesso ao bem estar como a saúde, saber ser crítico, correr atrás de seus direitos entre tantos outros).
Para entender melhor o que a autora está querendo dizer com a liberdade de oportunidade, coloquei um texto que se refere a teoria que ela utiliza. Apenas para um melhor aprofundamento. Vale a pena ler na integra! FONTE.
Para o autor, a desigualdade em nenhum momento aparece como resultado do processo de acumulação de capital, nem tampouco está relacionada a esse contexto. A concepção de desigualdade do autor reside na desigualdade de oportunidades pela privação de liberdades básicas, na desigualdade do indivíduo isolado, na ausência de condições iguais básicas de existência (acesso à saúde, educação, saneamento básico, alimentos, etc.), únicos elementos capazes de serem proximamente igualados entre os indivíduos empiricamente tão diversos, como afirma Sen. É a constituição dessas ‘liberdades’ (por exemplo, liberar o indivíduo da fome) que são capazes de dar às pessoas sua “condição de agentes” para atuarem livremente e construir seu futuro como queiram.
“O desenvolvimento consiste na eliminação de privações de liberdade que limitam as escolhas e as oportunidades das pessoas de exercer ponderadamente sua condição de agente” (Sen, 2000: 10).
“Com oportunidades sociais adequadas, os indivíduos podem efetivamente moldar seu próprio destino e ajudar uns aos outros”
Assim cria o conceito de “liberdades substantivas” como elemento central da igualdade. “As liberdades substantivas incluem capacidades elementares como, por exemplo, ter condições de evitar privações como a fome, a subnutrição, a morbidez evitável e a morte prematura, bem como as liberdades associadas a saber ler, fazer cálculos aritméticos, ter participação política e liberdade de expressão etc.
Basta dar aos indivíduos condições básicas iguais para que eles exerçam com liberdade seu papel de homem econômico; basta livrá-lo das “fontes de privação” que lhe tolhe as oportunidades como a “pobreza e tirania, carência de oportunidades econômicas e destruição social sistemática, negligência dos serviços públicos, intolerância ou interferência excessiva de Estados repressivos”.
Conceituando Gênero
Um conceito novo, que vai explicar as desigualdades que antes eram explicadas através da biologia para então passar a explicar estas diferenças através das desigualdades sociais, em fim, a desigualdade entre sexo é uma desigualdade social e não biológica.
Diferenças biológicas (sexo): - Contestadas ao longo do tempo -
Diferenças que vão justificar através de diferenças físicas a desigualdade entre homens e mulheres.
-Pouca força física da mulher;
-Menor peso do cérebro;
-Fragilidade da mulher;
-O lugar natural da mulher sendo a casa.
O corpo (características físicas) passa a definir as relações, e ainda no século XXI ainda é fator de desigualdades e preconceitos.
Com estes argumentos ocorre a legitimação das desigualdades sociais a partir da ciência (Instituição influenciando neste ponto).
Aspectos socialmente construídos (gênero):
Vão recorrer a aspectos históricos e atuais, para demonstrar a construção social da desigualdade entre homens e mulheres.
Os aspectos que possibilitaram a ascensão social (participação econômica e política) da mulher na sociedade ao longo do tempo:
-Vida na esfera domestica;
-Desenvolvimento industrial;
-Queda do pensamento divino;
-Avanço da racionalidade;
-Movimento feminista pega carona com movimentos organizados (movimento de libertação negra, hippie, entre outros);
-Participação na esfera pública e política;
-Mecanização (homens e mulheres possuindo a mesma força, acabando com os argumentos baseados na força);
-Participação da mulher no nível superior de ensino (iniciando na década de 60, ainda enfrentando barreiras quando se estuda a desigualdade de gênero). Conhecimento técnico-científico possibilitando a ascensão social das mulheres.
-Passa a atuar na apenas na esfera domestica, mas também na esfera pública.
O termo gênero se mostrou neutro, destacando que, tanto mulheres como homens são produtos do meio social, e, com efeito, suas condições de vida são variáveis e históricas.
As diferenças no cotidiano
A definição do sexo, já antes do individuo nascer, molda toda a vida que vem pela frente, desde a cor do quarto até a vida profissional (mesmo havendo uma abertura maior das profissões tipicamente masculinas, existe uma influência muito grande quanto as escolhas futuras).
Sendo, portanto, um processo de socialização (lembrando o conceito de socialização no inicio do ano) e educação (cultural).
Gênero vem desta forma a significar relações de poder, diferenças de acesso aos recursos produtivos e simbólicos (culturais).
Engels e a origem da família – uma contextualização apenas
Houve um momento na historia em que as famílias eram matriarcais (diferente das patriarcais, a mulher era o centro da família), logo a economia doméstica era a base de toda a economia.
- Com avanços no campo surge excedentes na produção, o homem passa a ser desta forma o foco principal da economia, pois era ele o responsável por estes serviços (colheita, criação de animais, etc), logo mantendo o controle do mesmo.
- As riquezas referentes aos homens passaram então a aumentar, não acontecendo o mesmo com as mulheres.
- Logo as famílias passaram a ser patriarcais, o homem veio a ser o centro da família, a herança passou de uma linha materna para uma linha paterna.
“Com a formalização da monogamia (antes existia varias mulheres para um homem apenas, e as mulheres não podia ter mais de um marido) surge um novo elemento no núcleo familiar: o pai verdadeiro. De acordo com a divisão do trabalho da família de então, o homem era o responsável pela alimentação e por seus instrumentos de trabalho utilizados para tal, sendo por direito proprietário destes instrumentos. E a mulher conservava os utensílios domésticos. Ocorre que com o avançar do desenvolvimento produtivo, as riquezas referentes aos homens aumentaram enormemente, não se repetindo o fato com as riquezas femininas. Sob a ordem masculina estava agora o manancial de alimentação, o gado, os escravos.” (penúltima página).
Conquistas das mulheres ao longo do tempo
Conquista das mulheres (FONTE: clique aqui):
• O direito ao trabalho fora do lar;
• O direito ao voto (1932);
• Nos esportes (1924);
• Entrar no mercado de trabalho;
• Divórcio;
• Poder ser eleita para o governo;
• Evitar a gravidez (com contraceptivos);
• Poder matricular-se em curso superior;
• A mulher casada passa a ter os mesmos direitos do marido no mundo civil;
• É livre para adotar ou não o sobrenome do marido;
• Conquista o direito de fazer aborto em diversos países;
• Pode fumar e beber;
• Chega a cargos executivos;
• Recebe salários mais próximos dos pagos aos homens;
• No quesito trabalho, ocorreram mudanças entre 1992 e 1999. A participação feminina no mercado de trabalho subiu de 38,8% para 40,3%.
• A educação melhorou: a porcentagem de trabalhadoras, que concluíram o segundo grau, cresceu de 14,7% para 20,4%.
“Apesar do aumento da participação feminina na indústria, elas ainda são minoria nessa área. Em 85, eram 26,35% da força de trabalho. Doze anos depois, a inserção de mulheres foi de 28,13%.”
Extraído do site: http://sociolosofia.blogspot.com/2009/08/materia-desigualdade-social-e-o.html
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
DIREITOS HUMANOS & CIDADANIA
Embora a palavra cidadania possa ter vários sentidos, atualmente sua essência é única: significa o direito de viver com dignidade e em liberdade de
DIREITOS DE CIDADANIA
Tornou-se costume desdobrar a cidadania em civis, políticos e sociais. O cidadão pleno seria aquele que fosse titular dos três direitos. Cidadãos incompletos seriam os que possuíssem apenas alguns dos direitos. Os que não se beneficiassem de nenhum dos direitos seriam não-cidadãos.
José Murilo de Carvalho, historiador brasileiro, esclarece os conceitos:
1.DIREITOS CIVIS:
São os direitos fundamentais à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei. Eles se desdobram na garantia de ir e vir, de escolher o trabalho, de manifestar o pensamento, de organizar-se, de ter respeitada a inviolabilidade do lar e da correspondência, de não ser preso a não ser pela autoridade competente e de acordo com as leis, de não ser condenado sem processo legal regular. São os direitos cuja garantia se baseia na existência de uma justiça independente, eficiente, barata e acessível a todos.
2. DIREITOS POLÍTICOS:
Estes se referem à participação do cidadão e da cidadã no governo da sociedade. Consiste na capacidade de fazer demonstrações políticas, de organizar partidos, de votar, de ser votado
3.DIREITOS SOCIAIS:
Garantem a participação na riqueza coletiva. Eles incluem o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, à aposentadoria, à moradia, etc.
CIDADANIA NO BRASIL
No Brasil, as mudanças na economia e na sociedade têm beneficiado mais os grupos sociais que já eram privilegiados em detrimento das camadas mais pobres da população. Na prática, só determinadas parcelas da sociedade brasileira alcançaram os direitos de cidadania em sua plenitude, como o de receber os serviços públicos de água encanada e tratada, rede de esgotos, luz elétrica, boa educação, bons salários, assistência médica, emprego, etc.
É possível reverter este quadro? Sim!
Uma forma de reverter essa realidade e garantir a cidadania à todos os cidadãos e cidadãs é ampliar a área de participação política, estendendo-a a setores cada vez mais amplos da população. Dito de outra maneira: consiste em fortalecer a sociedade civil. A sociedade civil é formada pelas organizações privadas sem fins lucrativos que se estabelecem fora do mercado de trabalho e do governo, mas que têm importante presença na vida política.
Exemplos de organizações que participam da sociedade civil em nosso país são:
•Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
•Associação Brasileira de Imprensa (ABI);
•As diferentes igrejas organizadas;
•Sindicatos;
•Organizações Não-Governamentais (ONG´s);
•União Nacional dos Estudantes (UNE);
•etc.
As ONG´s
Atualmente as ONG´scompõem o núcleo do que se poderia chamar de terceiro setor que cumpre um papel intermediário entre o Estado (setor público) e a sociedade (espaço privado). Esse terceiro setor, que começa a se constituir, é um setor social autônomo, formado por organizações comunitárias autônomas voltadas para a solução dos grandes problemas sociais. Ela não pertence ao Estado, mas atua em áreas que normalmente deveriam ser atendidas pelas autoridades constituídas.
As Organizações Não-Governamentais (nacionais e internacionais), mobilizam e estimulam comportamentos solidários, dedicando-se a questões como ecologia, paz, educação, cultura entre outras. Dessa forma, elas desenvolvem ações de solidariedade que se contrapõem ao individualismo crescente e à incapacidade do Estado de prestar serviços essenciais à população.
Extraído do site: www.cp2.g12.br/.../Sociologia%20e%20Cidadania/...
sábado, 13 de agosto de 2011
VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO AFETIVA
NO EPISÓDIO DO ÚLTIMO dia 4, a principal novela da Rede Globo de televisão, Insensato coração, exibiu a cena em que o personagem Vinícius mata a pancadas o jovem Gilvan, personagem homossexual. Vinícius, assim como alguns outros rapazes que compõem uma turma, deseja exterminar os gays do mundo. As novelas engajadas estão aí, levando para a ficção cenas que, como essa, lamentavelmente, fazem parte da vida real. Costuma-se dizer que a realidade é mais fascinante do que a ficção. Creio que podemos dizer, também, que seja mais terrível, mais monstruosa. Falarei aqui de um fato preocupante da nossa realidade: Falarei sobre as diversas manifestações de agressividade, de intolerância e de rebeldia, aparentemente gratuitas, entre os jovens, que têm aumentado a cada dia. Por quê? O que estará levando os nossos jovens a desenvolver esse tipo de comportamento? A resposta não é tão simples e pode ser estudada sob diferentes angulações. Apresentarei apenas uma das possibilidades de reflexão a qual imagino ser, talvez, a mais importante, que é: a falta de uma educação afetiva nas famílias.
O programa Fantástico, também da Rede Globo de televisão, no dia 02 de dezembro de 2007, passou a seguinte informação: “Quase 50 jovens são assassinados todo dia no Brasil”. A notícia causa impacto e suscita uma pergunta: quem seriam esses criminosos cruéis que estão matando os nossos jovens? Resposta: os criminosos cruéis que estão matando os nossos jovens são outros jovens. Ocorre no Brasil um fenômeno alarmante: os jovens compõem a parcela da população que mais morre e que mais mata. No quadro estatístico de homicídios na sociedade brasileira, os jovens e os adolescentes aparecem no topo. As pesquisas indicam que “(...) o perfil dos autores de homicídios dolosos (aqueles em que o agressor tem intenção de matar ou tem consciência do risco de provocar a morte da vítima) é composto, essencialmente, por jovens e adolescentes.” (Jornal O Globo On line, 09/02/07)[1]. E esses números, dessa época para cá, só mudaram para pior.
Para se ter uma ideia de como a violência da juventude tem ceifado vidas no Brasil, basta lembrar que o atentado de 11 de setembro de 2001, que derrubou as torres gêmeas do World Trade Center, nos EUA, provocou a morte de 2.749 pessoas, enquanto, com base no número acima referido de assassinatos, noticiado pela TV Globo, podemos concluir que, no Brasil, morrem mais jovens assassinados por outros jovens a cada 60 dias do que o total de mortos no terrível atentado em Nova Iorque. Isso, falando exclusivamente dos jovens que morrem assassinados pelas mãos de outros jovens, fora uma outra multidão deles que morrem de acidentes de trânsito, de overdose de drogas ou álcool, por suicídio, entre outras causas violentas.
Outra constatação é que a violência e o crime crescem a cada dia no meio da sociedade promovidos, também, pelas mesmas mãos de jovens que possuem diplomas e empregos. Acabaram-se aqueles tempos em que o cidadão urbano de bem sentia-se ameaçado por aquela figura suja, pobre e fedorenta do “pivete” ou do “trombadinha”, nomes pejorativos que deram aos bandidinhos que barbarizavam as pessoas pelas ruas da cidade. Os ditos pivetes e os trombadinhas ainda estão por aí. Mas eles caíram de moda e não mais monopolizam o terror. A violência urbana, agora, é também universitária, cheira a perfume importado, veste-se de grife e energiza-se com red bull.
As pessoas ficam abismadas e não compreendem quando a televisão mostra casos de jovens de boa ou excelente posição socioeconômica envolvidos em brigas de boates, rapazes de corpos malhados em academias, bonitos e com dinheiro no bolso, flagrados espancando homossexuais, prostitutas e empregadas domésticas pelas ruas da cidade ou pegos praticando furtos e vandalismos. Na maioria desses casos, os rapazes agressores são filhos de pais que, na infância, foram distantes afetivamente. De fato, esses jovens podem ter de tudo. Mas só no aspecto material. Eles podem vestir as melhores roupas, beber as bebidas mais caras, andar nos carros mais caros e frequentar ambientes de alto padrão. O que eles não têm é justo aquilo que seria fundamental para torná-los humanos, éticos e felizes, que é o afeto dos pais. Inclusive, as causas principais do Transtorno de Personalidade Antissocial, popularmente conhecido como “psicopatia”, são os traumas psíquicos vivenciados pelas crianças ao passarem por situações de desamparo, desprezo e outras formas de desafetos por suas famílias. Um indivíduo com profunda carência afetiva no lar torna-se um profundo agressor da sociedade. Por isso é que ele agredirá as pessoas sem que estas, necessariamente, lhes tenham dado algum motivo, pois o motivo está nele mesmo, no próprio agressor, que apenas precisa de um alvo externo onde descarregar a sua revolta.
A distância afetiva entre pais e filhos tem sido, entre todos os problemas de relação familiar, o maior deles. A irritabilidade, a rebeldia, a frieza no trato com as pessoas, a falta de sentimentos humanitários, enfim, todo um conjunto de comportamentos hostis que esses jovens miram na direção da sociedade pode ser intensificado ─ quando não originado ─ a partir do sentimento de abandono que o jovem desenvolve ante a distância constante dos pais. Essa distância, repito, não é aquela que se dá quando os pais estão fora de casa, por serem muito atarefados com trabalho e outros compromissos. Essa é a ausência física, que já é uma questão séria e causa muitos danos. Mas, aqui, estou me referindo precisamente à distância ou ausência afetiva, que pode ocorrer mesmo quando todos, os filhos e os pais, estão juntos dentro de casa.
Muitos pais costumam falar constantemente sobre os seus filhos, mas dificilmente falam com seus filhos. Os filhos sentem que os pais não lhes dedicam atenção, não por falta de tempo, o que já seria ruim, mas por falta de interesse mesmo por eles, o que é uma situação incomensuravelmente pior. Muitos pais não sabem sequer o nome da escola onde os filhos estudam, quem são seus professores, não se interessam por saber com quem eles andam, quais são seus anseios, seus sonhos, os conflitos pelos quais estejam passando, se eles têm projetos para o futuro. Sentir-se ignorado por quem quer que seja é um sentimento que atinge de cheio a nossa autoestima; sentir-se ignorado pela mãe, pelo pai ou pelos dois, ao mesmo tempo, é a pior sensação que um ser humano pode experimentar. Na verdade, o abandono afetivo dos pais provoca uma dor psíquica que o indivíduo não consegue suportar. E se não consegue suportar, essa sua dor emocional irá explodir de alguma forma. E é nas ruas que essa dor explode, convertendo-se em atitudes violentas gratuitas e absurdas, transformando esses jovens em verdadeiros predadores da sociedade.
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[1] Jovens lideram estatística de homicídios dolosos no Brasil. Disponível em:
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Estudantes fazem manifestação de apoio à greve dos professores na Praça Sete
Assim com os profissionais, os alunos, sem aulas, reclamam da falta de valorização da educação no estado, uma vez que, segundo eles, o Governo de Minas paga aos professores um piso salarial que está abaixo do que é estabelecido pela lei.
Eles consideram a atual situação de greve um "descaso", uma vez que as escolas estão vazias e que o governo não deu indicação de que vai atender às reivindicações dos professores.
O trânsito chegou a ficar lento no entorno da Praça Sete, com reflexos nas principais ruas e avenidas da região. Depois de breve ação em frente ao 'pirulito', eles se concentraram no quarteirão fechado na rua Rio de Janeiro e o trânsito foi normalizado no local.
Atualizado às 20h25.
PRISCILA COLEN
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Vereador diz que professores são inúteis e causa polêmica em SP
Um vereador de Jacareí, no Vale do Paraíba, interior paulista, postou na rede social Facebook críticas aos professores e à educação. Dario Bueno, do Democratas, mais conhecido como Dario Burro, escreveu que os professores são inúteis e que não gostam de dar aula. As declarações provocaram revolta na cidade.
O diretor do Sindicato dos Professores, Roberto Mendes, foi até à Câmara da cidade nesta terça-feira (9) e expôs no plenário a indignação da categoria. "Isso, no nosso entendimento é calúnia, é difamação. Então, ele deve responder pelo o que ele fala, ele é um homem público", disse Mendes.
Até esta terça-feira, não havia nenhuma representação contra o vereador na Câmara da cidade. Se isso for feito, o pedido será analisado pela Comissão de Ética e ele pode sofrer punições.
Na sessão da Câmara desta terça-feira, o vereador comentou a polêmica, disse não se arrepender dos comentários que fez e que acredita ser livre para expor suas opiniões. "Eu estou sendo sincero e ninguém espera sinceridade das pessoas, quanto menos os políticos", disse o vereador.
Se for denunciado, o vereador deve responder criminalmente pelas declarações. "Em tese, poderá configurar crime de injúria pela forma como ele fez essas declarações ofensivas, genéricas a uma categoria profissional dos professores", explicou o delegado Roberto Martins.
Neste tipo de crime de injúria, o culpado pode pegar até seis meses de detenção. O Sindicato dos Professores informou que ainda não fez uma representação na Câmara porque ainda vai se reunir para decidir que medidas tomar.
O vereador se defendeu, novamente atacando os professores. "Eu não tenho essa preocupação e creio que isso não procede. Mas, isso também demonstra o perfil autoritário do professor. Toda vez que ele é contrariado, ele quer punir quem o contraria de alguma maneira. Dentro da sala de aula, levando para a diretoria ou reprovando e fora da sala de aula levando para a delegacia ou Judiciário".