O perfil do candidato ideal a prefeito de Montes Claros
por João Batista Almeida Costa, domingo, 6 de fevereiro de 2011 às 21:26
O montesclarense, ou como queiram alguns, o montesclarino, é chegado na política de destuir Montes Claros, que apesar da ação de seus filhos continua, como boa catrumana, a avançar em direção ao que conquistou por si, ser um lugar punjante, vibrante, vivo.
Pensemos a história dos prefeitos eleitos nos últimos tempos:
Após a safra de prefeitos que procuraram tirar a cidade da pacata vida rural, transformando-a em urbana, como Simeão Ribeiro, Toninho Rebello - entremeados por Pedro Santos - tivemos o Moacir Lopes que nada fez. Depois veio o Tadeu Leite que com os 12 milhões de dolares do programa cidade de porte médio, dotou a cidade de uma infra-estrutura capaz de bloquear a sangria desatada desde a expropriação de terras das populações rurais desde os anos 1960 em direção às capitais do país. E fez um péssimo trabalho, se comparar o calçamento de pedras feitos em Montes Claros e Itamaraju na Bahia, se verá como isto aqui foi feito "nas cochas". Deixou uma dívida monstruosa que Maria Ribeiro ficou dois anos em "economia de guerra" com a participação consciente dos funcionários que depois foram agraciados com reajustes salariais jamais vistos na história da cidade. E sua administração, acertou a casa, pos a máquina para funcionar.
Aí votou Tadeu, cuja obra mais importante foi o tapamento do Corrego do Genipapo, aquele que nasce no São Judas e desce embaixo da Avenida Sanitária até cair no rio Vieira. Como marca do seu segundo mandato, perseguição à esposa de Mário Ribeiro com acusações horripilantes, o desmonte da administração e não conseguir nem se eleger deputado quando foi candidato novamente.
Depois Jairo Athayde que mais se preocupou em eleger Ana Maria para deputada do que continuar a dotar a cidade da infra-estrutura que ela requer. Para não ser injusto com ele e com Tadeu, continuaram a implantar a retificação dos córregos e rios com a construção de avenidas ao longo dos cursos de água. Se bem, que a primeira retificação de Tadeu, a do Córrego do Cintra que não estava incluida no Programa Cidade de Porte Médio, mas cujo financiamento já tinha sido contratado por Toninho Rebello e não teve como não atacar a obra, com sua marca registrada, de baixa qualidade.
E, por fim o Athos, que ficou um tempo pagando as dividas de Tadeu e Jairo e ajustando a prefeitura e começou a fazer boas obras, mas as boas intenções e os desacertos dentro da equipe, fez com que desse com os burros n´água em seu projeto de continuar prefeito.
E voltou Tadeu, o arquétipo do prefeito que o montesclarense / montesclarino adora.
Então, resumamos aqui o perfil da campanha para se ser bem eleito:
1. Ampliar o número de buracos na malha urbana, até que o chão vermelho do sertão reapareça e eleve aos ares a poeira vermelha de que todos têm saudade.
2. Encher a prefeitura de gente que não faz nada e que só recebe o salário ao final do mês. Aliás, fazem, elegem os candidatos do prefeito, porque senão perdem as tetas financeiras.
3. Constroi e domina um discurso que é mel na boca da maioria dos montesclarenses / montesclarino, fazendo-se de vítima do prefeito anterior e de algumas das categorias sociais que compõem a sociedade local. Povo gosta de ser solidário com o sofrimento do outro. E de um candidato a prefeito então, nem se fala.
4. Importa algumas figuras "impares" de outras localidades para financiarem a campanha e depois parte das receitas municipais são entregues a estas figuras para cobrir o investimento feito pelo bem da cidade. Dotá-la de mais um administrador competentíssimo que realiza as grandes obras, ampliar a retirada da pavimentação da cidade para que voltemos ao tempo da poeira vermelha do sertão.
6. Deixa que os serviços de saúde entre em colapso, simplesmente porque não faz parte de uma administração competente, acompanhar a execução dos serviços. Só depois que o povo e a mídia põe a "boca no trombone" (não estou parodiando o nome do antigo programa de rádio do então vereador Tadeu Leite, porque essa é um slogan público) é que distribui alguns remédios por aqui, por ali, coloca uns médicos por aqui e outros por ali.
7. Deixa que os serviços educacionais também entre em colapso, pois o prefeito predileto do montesclarense / montesclarino tem que retirar o investimento em educação. Afinal propiciar acesso ao conhecimento e à informação pode dar fim a este tipo de prefeito ideal, gerando um caos na mentalidade local.
8. Articular uma rede de apoio vinculando pessoas das mais diversas entidades e instâncias da vida local para dar suporte à administração, defendendo-a na mídia, nas fofocas, nas barras da justiça e diante de Deus.
Com esse perfil, qualquer beócio poderá ser o próximo prefeito ideal dos montesclarenses / montesclarinos.
E aqueles que amam a cidade continuam a impulsioná-la para a sua era de ouro que um dia virá, ou como quase disseram Georgino e Tino Gomes, Montes Claros, Montes Clareará!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
TADEU LEITE E A INTERTV
JORNALISMO COVARDE - ESSA PEGOU MAL, INTERTV.
Neste sábado, 19/02 foi realizada em Montes Claros uma manifestação popular, que, segundo a polícia militar, contava com cerca de 4.000 pessoas.
A manifestação tinha por mote “FORA TADEU”. O povo, cansado dos descalabros e caos generalizado na administração municipal, se manifestou em pacífico, limpo, apartidário e organizado protesto, que foi elogiado pela Polícia Militar, que não registrou um só caso de desordem, depredação ou prisão.
Os manifestantes reclamavam a presença da tv local – INTERTV Grande Minas – que registrou de forma apenas passageira e sem destaque a manifestação do dia anterior.
Os manifestantes, neste sábado, gritavam palavras de ordem, cobrando, entre outras coisas, a cobertura dos eventos.
A INTERTV NÃO REGISTROU O EVENTO... LAMENTÁVEL!
Assisti ao jornal vespertino e vi, entre chocado e revoltado, reportagens com temas amenos, como o da importância de um guardião de piscina. “Reportagem” de quase 5 minutos dos 20 de duração do jornal.
Liguei para a TV para saber porque não houve a cobertura de um evento de tanta magnitude, se considerado o tamanho da cidade e a importância do evento, sem dúvida maior do que o tema sobre guardião de piscina. Fui informado por uma funcionária do setor de “jornalismo” (aspas e minúsculas mesmo, porque JORNALISMO de verdade é diferente) que os repórteres tiveram medo de registrar, pois os manifestantes pareciam hostis.
Ora... Observem que até mesmo a PM elogiou a organização e pacifismo do protesto, mas, abstraindo este fator, fiquei pensando se uma afiliada da TV Globo, que tem em seus quadros excelentes JORNALISTAS como Ari Peixoto, que cobre as manifestações no Egito, onde vários JORNALISTAS foram agredidos; se a TV Globo, que tem um programa chamado PROFISSÃO REPÓRTER, que mostra reportagens corajosas; Se a TV Globo, que tem JORNALISTAS como Pedro Bial (antes do BBB) que registrou a queda do muro de Berlim; se a TV Globo que tem jornalistas do porte de um Ernesto Paglia, que me lembro de ter visto de capacete e colete à prova de bala cobrindo conflitos no Oriente Médio; se a TV Globo que ainda outro dia teve um helicóptero com jornalistas atingido por balas de bandidos cariocas, apoiaria a postura profissional e "jornalística" de uma sua afiliada que inaugura o JORNALISMO COVARDE, em oposição clara a uma linha jornalística considerada corajosa e isenta.
O povo gritava, perguntava, cobrava e afirmava: “INTERTV, CADÊ VOCÊ? A PREFEITURA COMPROU VOCÊ!”.
A funcionária garantiu que eles não são comprados. Falar é fácil, mas a prova, toda a rede ficou devendo, já que a maior evidência de que não são comprados seria ter coragem de filmar e veicular os protestos. (nem cobro investigar e denunciar. Sou um cara tolerante).
A população cobrava, perguntava CADÊ VOCÊ? Não seria mais efetivo dizer, ESTAMOS AQUI! VAMOS COBRIR!
Não seriam agredidos. A manifestação foi pacífica, a Polícia estava presente, daria cobertura caso fosse necessário, mas não seria.
A INTERTV GRANDE MINAS não respondeu, não provou. FICOU DEVENDO! Colocou mais dúvidas ainda na cabeça da população que, entre outras coisas, reclama do caos da saúde, dos desvios de verbas, do caos das avenidas, que a julgar pelos buracos, terá que ver seu direito constitucional de ir E vir, transformado em direito de ir OU vir, pois se for ou vier, pode se arrebentar em um dos milhares de buracos que enfeiam e prejudicam a cidade.
O interessante é que a INTERTV veicula uma nota (paga?) da prefeitura falando sobre seus motivos de realizar as demissões que realizou. A nota tem em suas entrelinhas a afirmação, que soa irônica - “aos insatisfeitos resta o direito democrático de protestar”.
Todos os políticos têm, sem dúvida, quem goste e que não goste deles, mas quando parte expressiva da população se manifesta em ato público, o político deveria refletir, e não ironizar em notas pagas ou “twitando”, como o prefeito de Montes Claros faz. Collor não refletiu. Permaneceu em sua postura arrogante. CAIU! Antes de cair, teve JORNALISTAS corajosos que denunciaram o que devia ser denunciado, que cobriram manifestações do povo, que, enfim, não tiveram medo.
AQUI NÃO É ASSIM!
Resta ao povo o Ministério Público, que investiga as várias evidências de falcatruas e má versação do dinheiro público.
Jornalismo corajoso investiga, cobre, denuncia e divulga.
AQUI NÃO É ASSIM.
INTER TV, CADÊ VOCÊ?
A PREFEITURA COMPROU VOCÊ???
JORNALISMO COVARDE - EU NÃO ASSISTO MAIS.
ADERBAL CARAPINA – CIDADÃO DE MONTES CLAROS
Neste sábado, 19/02 foi realizada em Montes Claros uma manifestação popular, que, segundo a polícia militar, contava com cerca de 4.000 pessoas.
A manifestação tinha por mote “FORA TADEU”. O povo, cansado dos descalabros e caos generalizado na administração municipal, se manifestou em pacífico, limpo, apartidário e organizado protesto, que foi elogiado pela Polícia Militar, que não registrou um só caso de desordem, depredação ou prisão.
Os manifestantes reclamavam a presença da tv local – INTERTV Grande Minas – que registrou de forma apenas passageira e sem destaque a manifestação do dia anterior.
Os manifestantes, neste sábado, gritavam palavras de ordem, cobrando, entre outras coisas, a cobertura dos eventos.
A INTERTV NÃO REGISTROU O EVENTO... LAMENTÁVEL!
Assisti ao jornal vespertino e vi, entre chocado e revoltado, reportagens com temas amenos, como o da importância de um guardião de piscina. “Reportagem” de quase 5 minutos dos 20 de duração do jornal.
Liguei para a TV para saber porque não houve a cobertura de um evento de tanta magnitude, se considerado o tamanho da cidade e a importância do evento, sem dúvida maior do que o tema sobre guardião de piscina. Fui informado por uma funcionária do setor de “jornalismo” (aspas e minúsculas mesmo, porque JORNALISMO de verdade é diferente) que os repórteres tiveram medo de registrar, pois os manifestantes pareciam hostis.
Ora... Observem que até mesmo a PM elogiou a organização e pacifismo do protesto, mas, abstraindo este fator, fiquei pensando se uma afiliada da TV Globo, que tem em seus quadros excelentes JORNALISTAS como Ari Peixoto, que cobre as manifestações no Egito, onde vários JORNALISTAS foram agredidos; se a TV Globo, que tem um programa chamado PROFISSÃO REPÓRTER, que mostra reportagens corajosas; Se a TV Globo, que tem JORNALISTAS como Pedro Bial (antes do BBB) que registrou a queda do muro de Berlim; se a TV Globo que tem jornalistas do porte de um Ernesto Paglia, que me lembro de ter visto de capacete e colete à prova de bala cobrindo conflitos no Oriente Médio; se a TV Globo que ainda outro dia teve um helicóptero com jornalistas atingido por balas de bandidos cariocas, apoiaria a postura profissional e "jornalística" de uma sua afiliada que inaugura o JORNALISMO COVARDE, em oposição clara a uma linha jornalística considerada corajosa e isenta.
O povo gritava, perguntava, cobrava e afirmava: “INTERTV, CADÊ VOCÊ? A PREFEITURA COMPROU VOCÊ!”.
A funcionária garantiu que eles não são comprados. Falar é fácil, mas a prova, toda a rede ficou devendo, já que a maior evidência de que não são comprados seria ter coragem de filmar e veicular os protestos. (nem cobro investigar e denunciar. Sou um cara tolerante).
A população cobrava, perguntava CADÊ VOCÊ? Não seria mais efetivo dizer, ESTAMOS AQUI! VAMOS COBRIR!
Não seriam agredidos. A manifestação foi pacífica, a Polícia estava presente, daria cobertura caso fosse necessário, mas não seria.
A INTERTV GRANDE MINAS não respondeu, não provou. FICOU DEVENDO! Colocou mais dúvidas ainda na cabeça da população que, entre outras coisas, reclama do caos da saúde, dos desvios de verbas, do caos das avenidas, que a julgar pelos buracos, terá que ver seu direito constitucional de ir E vir, transformado em direito de ir OU vir, pois se for ou vier, pode se arrebentar em um dos milhares de buracos que enfeiam e prejudicam a cidade.
O interessante é que a INTERTV veicula uma nota (paga?) da prefeitura falando sobre seus motivos de realizar as demissões que realizou. A nota tem em suas entrelinhas a afirmação, que soa irônica - “aos insatisfeitos resta o direito democrático de protestar”.
Todos os políticos têm, sem dúvida, quem goste e que não goste deles, mas quando parte expressiva da população se manifesta em ato público, o político deveria refletir, e não ironizar em notas pagas ou “twitando”, como o prefeito de Montes Claros faz. Collor não refletiu. Permaneceu em sua postura arrogante. CAIU! Antes de cair, teve JORNALISTAS corajosos que denunciaram o que devia ser denunciado, que cobriram manifestações do povo, que, enfim, não tiveram medo.
AQUI NÃO É ASSIM!
Resta ao povo o Ministério Público, que investiga as várias evidências de falcatruas e má versação do dinheiro público.
Jornalismo corajoso investiga, cobre, denuncia e divulga.
AQUI NÃO É ASSIM.
INTER TV, CADÊ VOCÊ?
A PREFEITURA COMPROU VOCÊ???
JORNALISMO COVARDE - EU NÃO ASSISTO MAIS.
ADERBAL CARAPINA – CIDADÃO DE MONTES CLAROS
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Falta o viés ideológico na eleição de 2010
20/09/2010 - 18:09
S. Barreto Mota
A presente eleição apresenta características únicas na história brasileira: pouco se discute ideologia. Os candidatos se baseiam em outros parâmetros. Com 80% de apoio popular, Lula lançou Dilma Roussef, que jamais disputou uma cadeira na Câmara de Vereadores e lidera as preferências. O candidato de oposição, José Serra, apresenta imagens de Lula, diz apenas que tem condições de fazer mais e melhor; não quer ser opositor, apenas um amigo mais experiente de Lula. Nem as denúncias recentes estimularam Serra a ser contundente nas críticas. No horário eleitoral, só o locutor do PSDB é que se refere à demissão de Erenice Guerra, que ocupava o cargo mais importante do poder Executivo. Marina Silva também não chega a personificar uma candidata oposicionista, pois ela relembra a todo instante que foi ministra de Lula.
É o caso de se perguntar onde está a disputa profunda, a busca de contradições, a polêmica entre direita e esquerda? Rica foi a disputa de 1989. Além de Collor de Mello e Lula, que foram para o segundo turno, havia opções para todos os matizes ideológicos: Affonso Camargo Netto, Fernando Gabeira, Roberto Freire, Aureliano Chaves, Ronaldo Caiado, Leonel Brizola, Mário Covas, Paulo Maluf, Guilherme Afif Domingos e Ulysses Guimarães - fora os nanicos, tendo à frente Enéas. Pelo menos no primeiro turno, o eleitor podia votar em um candidato bem próximo de seu pensamento.
O carisma de Lula e a exagerada força da União ajudam a ampliar distorções. Partidos e governadores são quase obrigados a se aliar ao presidente. O governo precisa de um bloco de apoio para governar que, levado a extremos, prejudica o sistema político. Hoje, Lula convive tranquilamente com Jáder Barbalho, Renan Calheiros e José Sarney. E os partidos ficam tentados a deixar de lado velhas bandeiras, em prol de um pragmatismo excessivo. Como maior partido do país, o PMDB tem grande parcela de culpa nessa "mexicanização" - que seria a substituição do debate ideológico pelo pragmatismo eleitoral e busca do continuismo. O partido apoiou oito anos de FHC e oito anos de Lula, mais nova investida com Dilma. Lula tem feito acordos com quem lhe aparecer pela frente, sem qualquer restrição. E o PSDB levará para sempre a pecha de ter instituído a reeleição sem qualquer sentido histórico, apenas por esperteza, para possibilitar a FHC ganhar um novo mandato consecutivo.
S. Barreto Mota
A presente eleição apresenta características únicas na história brasileira: pouco se discute ideologia. Os candidatos se baseiam em outros parâmetros. Com 80% de apoio popular, Lula lançou Dilma Roussef, que jamais disputou uma cadeira na Câmara de Vereadores e lidera as preferências. O candidato de oposição, José Serra, apresenta imagens de Lula, diz apenas que tem condições de fazer mais e melhor; não quer ser opositor, apenas um amigo mais experiente de Lula. Nem as denúncias recentes estimularam Serra a ser contundente nas críticas. No horário eleitoral, só o locutor do PSDB é que se refere à demissão de Erenice Guerra, que ocupava o cargo mais importante do poder Executivo. Marina Silva também não chega a personificar uma candidata oposicionista, pois ela relembra a todo instante que foi ministra de Lula.
É o caso de se perguntar onde está a disputa profunda, a busca de contradições, a polêmica entre direita e esquerda? Rica foi a disputa de 1989. Além de Collor de Mello e Lula, que foram para o segundo turno, havia opções para todos os matizes ideológicos: Affonso Camargo Netto, Fernando Gabeira, Roberto Freire, Aureliano Chaves, Ronaldo Caiado, Leonel Brizola, Mário Covas, Paulo Maluf, Guilherme Afif Domingos e Ulysses Guimarães - fora os nanicos, tendo à frente Enéas. Pelo menos no primeiro turno, o eleitor podia votar em um candidato bem próximo de seu pensamento.
O carisma de Lula e a exagerada força da União ajudam a ampliar distorções. Partidos e governadores são quase obrigados a se aliar ao presidente. O governo precisa de um bloco de apoio para governar que, levado a extremos, prejudica o sistema político. Hoje, Lula convive tranquilamente com Jáder Barbalho, Renan Calheiros e José Sarney. E os partidos ficam tentados a deixar de lado velhas bandeiras, em prol de um pragmatismo excessivo. Como maior partido do país, o PMDB tem grande parcela de culpa nessa "mexicanização" - que seria a substituição do debate ideológico pelo pragmatismo eleitoral e busca do continuismo. O partido apoiou oito anos de FHC e oito anos de Lula, mais nova investida com Dilma. Lula tem feito acordos com quem lhe aparecer pela frente, sem qualquer restrição. E o PSDB levará para sempre a pecha de ter instituído a reeleição sem qualquer sentido histórico, apenas por esperteza, para possibilitar a FHC ganhar um novo mandato consecutivo.
Um pouco mais de poesia, um pouco de Mahatma Gandhi
"Se eu pudesse deixar algum presente a vocês
Deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos
A consciencia de aprender tudo que foi ensinado pelo tempo afora
Lembraria os erros que foram cometidos, para que não mais se repetissem
A capacidade de escolher novos rumos
Deixaria para vocês, se pudesse, o respeito para aquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho
Além do trabalho, a ação.
E quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo, a resposta e a força pra encontrar a saída."
Deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos
A consciencia de aprender tudo que foi ensinado pelo tempo afora
Lembraria os erros que foram cometidos, para que não mais se repetissem
A capacidade de escolher novos rumos
Deixaria para vocês, se pudesse, o respeito para aquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho
Além do trabalho, a ação.
E quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo, a resposta e a força pra encontrar a saída."
sábado, 18 de setembro de 2010
Um pouco de poesia, de Drumond, de paz interior...
Desejos
Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.
Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O Brasil está mudando... (3)
Agência Estado - 10/09/2010 - 10:51
Governador do Amapá é preso em operação da PF
O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), foi preso na manhã desta sexta-feira (10) em Macapá, capital do Estado, durante a Operação Mãos Limpas, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O objetivo da operação é prender uma organização criminosa, composta por servidores públicos, agentes políticos e empresários, que praticava desvio de recursos públicos do Estado do Amapá e da União.
As investigações, que contaram com o auxílio da Receita Federal, Controladoria-Geral da União e do Banco Central (BC), começaram em agosto do ano passado. Foram apurados indícios de um esquema de desvio de recursos da União, que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).
De acordo com a PF, a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação não respeitava as formalidades legais e beneficiava empresas previamente selecionadas. Para se ter uma ideia, apenas uma empresa de segurança e vigilância privada, segundo a polícia, manteve contrato emergencial por três anos com a secretaria, com fatura mensal superior a R$ 2,5 milhões, e com evidências de que parte do valor retornava, sob forma de propina, aos envolvidos.
De acordo com as investigações, foi constatado que o mesmo esquema era aplicado em outros órgãos públicos. Foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado do Amapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas Secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.
Foram mobilizados 600 policiais federais para cumprir 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além do Estado do Amapá os mandados estão sendo cumpridos no Pará, Paraíba e São Paulo. Participam da ação 60 servidores da Receita Federal e 30 da Controladoria-Geral da União.
Os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outros crimes conexos.
Governador do Amapá é preso em operação da PF
O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), foi preso na manhã desta sexta-feira (10) em Macapá, capital do Estado, durante a Operação Mãos Limpas, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O objetivo da operação é prender uma organização criminosa, composta por servidores públicos, agentes políticos e empresários, que praticava desvio de recursos públicos do Estado do Amapá e da União.
As investigações, que contaram com o auxílio da Receita Federal, Controladoria-Geral da União e do Banco Central (BC), começaram em agosto do ano passado. Foram apurados indícios de um esquema de desvio de recursos da União, que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).
De acordo com a PF, a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação não respeitava as formalidades legais e beneficiava empresas previamente selecionadas. Para se ter uma ideia, apenas uma empresa de segurança e vigilância privada, segundo a polícia, manteve contrato emergencial por três anos com a secretaria, com fatura mensal superior a R$ 2,5 milhões, e com evidências de que parte do valor retornava, sob forma de propina, aos envolvidos.
De acordo com as investigações, foi constatado que o mesmo esquema era aplicado em outros órgãos públicos. Foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado do Amapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas Secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.
Foram mobilizados 600 policiais federais para cumprir 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além do Estado do Amapá os mandados estão sendo cumpridos no Pará, Paraíba e São Paulo. Participam da ação 60 servidores da Receita Federal e 30 da Controladoria-Geral da União.
Os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outros crimes conexos.
O Brasil está mudando... (2)
Nove dos 12 vereadores de Dourados (MS) foram presos na operação da PF
Prefeito da cidade, a primeira-dama e servidores também foram presos.
Assessoria da prefeitura e da Câmara divulgarão nota ainda nesta quarta.
Do G1, em Brasília
A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (1), em Dourados (MS), 28 pessoas suspeitas de práticas de fraude à licitação, corrupção ativa e formação de quadrilha, entre elas o prefeito da cidade, nove vereadores e cinco secretários municipais. As assessorias de imprensa da prefeitura e da Câmara informaram que irão divulgar uma nota após tomarem conhecimento dos motivos das prisões.
A assessoria da Câmara dos Vereadores afirmou que irá aguardar os rumos da investigação para tomar as providências cabíveis. Dos 12 vereadores da cidade, nove estão entre os presos. Além disso, outros dois foram convocados para prestar depoimento da PF. Ainda segundo a assessoria, nenhum outro funcionário da Câmara foi preso. O procurador jurídico da câmara, Ailton Stropa foi até a Polícia Federal para acompanhar e analisar o caso. “Todos [vereadores] com quem conversei negaram as acusações”, afirma o procurador. Ele prestou um “atendimento emergencial”, agora cada preso deve ser atendido por advogados.
Também foram presos a primeira-dama de Dourados, o assessor do prefeito, o diretor de departamento de licitações, e o gestor de compras da prefeitura. O restante dos mandados de prisão é para empresários da região.
A PF afirma que as investigações começaram em maio e que, ao todo, cumpre 29 mandados de prisão temporária e 38 conduções coercitivas (para prestar depoimento) na chamada Operação Uragano. A PF informou que foram encontrados cerca de R$ 150 mil reais em espécie na casa do prefeito.
As prisões são temporárias com duração de cinco dias e pode ser prorrogadas para mais cinco dias. Cerca de 200 policiais federais participaram da operação. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e pela 1ª Vara Criminal de Dourados. De acordo com a PF, as fraudes consistem no direcionamento de licitações por meio de corrupção de servidores públicos e agentes políticos.
"Os acordos fechados com as empresas escolhidas ilicitamente rendiam 10% do valor do contrato. Os valores arrecadados serviam para o pagamento de diversos vereadores de Dourados (da situação e da oposição), para caixa de campanha e compra de bens pessoais do prefeito", informou a polícia em nota.
Prefeito da cidade, a primeira-dama e servidores também foram presos.
Assessoria da prefeitura e da Câmara divulgarão nota ainda nesta quarta.
Do G1, em Brasília
A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (1), em Dourados (MS), 28 pessoas suspeitas de práticas de fraude à licitação, corrupção ativa e formação de quadrilha, entre elas o prefeito da cidade, nove vereadores e cinco secretários municipais. As assessorias de imprensa da prefeitura e da Câmara informaram que irão divulgar uma nota após tomarem conhecimento dos motivos das prisões.
A assessoria da Câmara dos Vereadores afirmou que irá aguardar os rumos da investigação para tomar as providências cabíveis. Dos 12 vereadores da cidade, nove estão entre os presos. Além disso, outros dois foram convocados para prestar depoimento da PF. Ainda segundo a assessoria, nenhum outro funcionário da Câmara foi preso. O procurador jurídico da câmara, Ailton Stropa foi até a Polícia Federal para acompanhar e analisar o caso. “Todos [vereadores] com quem conversei negaram as acusações”, afirma o procurador. Ele prestou um “atendimento emergencial”, agora cada preso deve ser atendido por advogados.
Também foram presos a primeira-dama de Dourados, o assessor do prefeito, o diretor de departamento de licitações, e o gestor de compras da prefeitura. O restante dos mandados de prisão é para empresários da região.
A PF afirma que as investigações começaram em maio e que, ao todo, cumpre 29 mandados de prisão temporária e 38 conduções coercitivas (para prestar depoimento) na chamada Operação Uragano. A PF informou que foram encontrados cerca de R$ 150 mil reais em espécie na casa do prefeito.
As prisões são temporárias com duração de cinco dias e pode ser prorrogadas para mais cinco dias. Cerca de 200 policiais federais participaram da operação. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e pela 1ª Vara Criminal de Dourados. De acordo com a PF, as fraudes consistem no direcionamento de licitações por meio de corrupção de servidores públicos e agentes políticos.
"Os acordos fechados com as empresas escolhidas ilicitamente rendiam 10% do valor do contrato. Os valores arrecadados serviam para o pagamento de diversos vereadores de Dourados (da situação e da oposição), para caixa de campanha e compra de bens pessoais do prefeito", informou a polícia em nota.
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